“Numa altura em que o tempo é escasso e a escola ocupa quase 100% do tempo das crianças, a investigadora Maria José Araújo, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto lança um alerta: é “urgente” dar espaço aos mais novos para brincar.
São crianças, mas incutem-lhes responsabilidades de adultos. Passam quase a totalidade do dia na escola, enquanto os pais se encontram no trabalho. Não há problema quanto à escola a tempo inteiro, o problema está nas actividades que são oferecidas às crianças.
“Há um excesso de actividade escolarizada, em detrimento da actividade lúdica. As nossas crianças não brincam”.
O alerta é de Maria José Araújo, investigadora do Centro de Investigação e Intervenção Educativa da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. Mas é também um aviso de vários observadores, lembra Maria José Araújo.
“É urgente respeitar o brincar das crianças e reabilitar o sentido da actividade lúdica”, sublinha a investigadora. Maria José Araújo está consciente de que o prolongamento do horário de funcionamento das escolas primárias, em vigor desde 2006, é “inegavelmente” uma medida “socialmente útil”.
No entanto, destaca que é essencial que as actividades organizadas possam ir de encontro aos interesses das crianças. Cabe aos adultos proporcionar o espaço, a segurança e os materiais necessários aos mais novos.
Actividades lúdicas e culturais. É esta a aposta da especialista, que diz que as actividades não se devem esgotar nas “programadas e organizadas em função da aprendizagem escolar”.
As crianças devem, de acordo com Maria José Araújo, ter “liberdade para poder descobrir o mundo”.
Oferecer às crianças actividades diversificadas. Os jogos de Playstation são uma das principais apostas da investigadora. “Estamos perante uma nova literacia, a digital, que neste momento não é compreendida por todos da mesma forma”.
A investigadora salienta que “os bons jogos de vídeo têm imensas potencialidades que os adultos, que não jogam, não conhecem e desprezam”.
As sugestões da investigadora não se esgotam nos videojogos. Dentro de portas, Maria José Araújo defende que as escolas devem oferecer “boas” bibliotecas com material variado e atractivo. Livros, jogos e revistas são alguns exemplos.
Fora das salas, a observadora incentiva os professores a realizarem actividades ligadas ao cinema, teatro e música para dar a conhecer aos mais novos o mundo das artes. Por outro lado, Maria José Araújo defende a necessidade de se reabilitarem os jardins das cidades.
A investigadora entrevistou vários professores que salientaram a ausência de condições de trabalho na escola e algumas deficiências no programa Escola a Tempo Inteiro. Falta de instrumentos e de salas preparadas para se poderem desenvolver actividades são os principais pontos sublinhados.
Segundo vários directores de escola, as actividades funcionam de acordo com a boa vontade dos professores. O Ministério da Educação desconhece o que se passa, afirmaram à investigadora.
O estudo foi realizado no âmbito da tese de doutoramento que a investigadora está a desenvolver “Tempos de crianças e tempos de alunos”, com crianças entre os 6 e os 12 anos.
04/06/2009 – Investigadores da UA descobrem alteração ao código genético e invalidam um dos dogmas centrais da Biologia
” O artigo publicado hoje na Nature dá a conhecer a descoberta de uma importante alteração no mecanismo de síntese das proteínas, que invalida o dogma central da Biologia de que todos os seres vivos usam o mesmo código genético, abrindo novas e importantes oportunidades para o desenvolvimento de drogas contra os fungos patogénicos.
Esta quinta-feira, 4 de Junho, um consórcio internacional liderado por investigadores do Broad Institute – Instituto conjunto da Universidade de Harvard e do MIT ? que integra um grupo de investigadores do Departamento de Biologia da UA e do seu Laboratório Associado CESAM, publica um artigo na Nature com os resultados de uma investigação que apresenta a sequenciação e anotação dos genomas de oito fungos patogénicos.
A investigação desenvolvida pelo grupo de Biologia do RNA do CESAM, coordenado pelo investigador do Departamento de Biologia da UA Prof. Manuel Santos, no seio do consórcio internacional liderado por investigadores do Broad Institute, mostram como oito fungos patogénicos interagem com o sistema imunitário e como causam infecção, revelando, ainda, características fundamentais dos seus genomas que permitem compreender a sua ecologia, mecanismos de reprodução e adaptação.
Os investigadores da UA estudaram o código genético destes fungos e descobriram uma alteração no mecanismo de síntese de proteínas, que contradiz o dogma central da biologia de que todos os seres vivos usam o mesmo código genético. Esta descoberta tem importantes implicações para compreendermos a evolução do código genético e a origem da vida.
Como se pode ler no artigo, os fungos do género Candida são a maior causa de infecções fúngicas oportunistas a nível mundial. O artigo reporta as sequências dos genomas de oito espécies de Candida e compara os genomas de fungos patogénicos e não patogénicos.
Nos fungos patogénicos existe uma expansão significativa no número de genes que codificam componentes das paredes celulares e de proteínas excretadas, bem como de outras proteínas envolvidas no transporte de nutrientes do meio ambiente para o interior das células, o que sugere adaptações associadas à patogénese nestes fungos. Em três das espécies diplóides grandes regiões do genoma são homozigóticas, sugerindo recombinação recente dos seus genomas.
Surpreendentemente, em algumas das espécies não foi possível encontrar vários dos componentes que controlam o mecanismo de divisão celular, o que levanta novas questões sobre a maneira como estes fungos se produzem.
A análise do código genético destes fungos relevou que os codões CUG, que no código genético dos outros seres vivos codificam o amino ácido leucina, alteraram a sua identidade para o amino ácido serina.
Os resultados mostram que 99% dos codões CUG originais desapareceram destes genomas e que reemergiram em novas posições nos genes com um significado diferente. Por último, o estudo revê o catálogo dos genes do principal fungo patogénico Candida albicans, identificando inúmeros genes novos”.
Código genético é a relação entre a sequência de bases no DNA (ADN) e a sequência correspondente de aminoácidos, na proteína. Ele é equivalente a uma língua e é constituído basicamente por um dicionário de palavras, a tabela do código genético e por uma gramática, correspondente às propriedades do código que estabelece como a mensagem codificada no material genético é traduzida em uma sequência de aminoácidos na cadeia polipeptídica.
O código genético forma os modelos hereditários dos seres vivos. É nele que está toda a informação que rege a sequência dos aminoácidos codificada pelo encadeamento de nucleotídeos. Estes são compostos de desoxirribose, fosfato e uma base orgânica, do tipo citosina, adenina, guanina ou timina.
Saúde: Maioria dos portugueses não ingere líquidos suficientes
Lisboa, 28 Mai (Lusa)
“A maioria dos portugueses não bebe a quantidade de líquidos recomendada, sendo excepção as jovens entre os 14 e os 18 anos, revela hoje um estudo que faz a caracterização do aporte hídrico da população.
O estudo realizado pelo comité científico do Instituto Hidratação e Saúde envolveu uma amostra de 2.000 pessoas de ambos os sexos com idade entre os 14 e os 70 anos.
As recomendações diárias de água em adultos são de 3,7 litros nos homens e 2,7 litros nas mulheres, valores que podem ter de ser alterados em virtude de factores como o exercício físico e a temperatura, entre outros.
Tendo em consideração as recomendações do consumo de bebidas em relação ao sexo e idade, o estudo revela que, na população portuguesa, apenas as jovens de 14-18 anos parecem ter um aporte hídrico adequado (1,7 l/dia).
O estudo ressalva que apenas entrevistou 85 jovens raparigas neste grupo etário.
Os grupos etários superiores, dos 19 aos 70 anos, não ingerem líquidos suficientes, sendo a situação ainda mais grave nos homens: todos os grupos etários, dos 14-18 anos aos 51-70 anos, apresentam um défice estatisticamente significativo entre o aporte hídrico encontrado e o recomendado.
A situação é particularmente grave no grupo etário dos 51-70 anos em que são ingeridos 51 por cento dos líquidos recomendados para a idade e o sexo.
Os restantes grupos apresentam proporções de ingestão, relativamente aos valores de referência, de 72 por cento (14-18 anos), 61 por cento (19-30 anos) e 58 por cento (31-50 anos).
O maior aporte hídrico dos mais jovens poderá estar relacionado com um maior envolvimento em actividades desportivas que requerem um maior consumo de líquidos, refere o estudo, que tem uma margem de erro de 2,1 por cento.
Os autores do estudo referem que estes dados requerem uma “atenção especial” pelas consequências que o défice de líquidos pode ter na saúde, nomeadamente na “função cognitiva, na performance física e no desenvolvimento de várias doenças”.
“A edição de hoje – para comprar e guardar, depois de colocar umas páginas nas salas de professores e demais lugares públicos do país - traz uma matéria bastante extensa, com variados testemunhos, sobre o estado da Educação em Portugal”.
“Um excelente texto de reflexão sobre valores universais que é urgente preservar. Do nosso já habitual cronista Miguel Ángel Santos Guerra. Vale a pena ler.
El filósofo Javier Sádaba acaba de publicar un interesante libro que se titula “La vida buena. Cómo conquistar nuestra felicidad”. En uno de los capítulos habla de los enemigos de la felicidad, entre los que cita el aburrimiento, la abusiva presencia de “el otro” y el egoísmo.. Dice, entre otras muchas cosas, este vasco afincado desde hace años en Madrid: ”Más allá de la capacidad social y de la simpatía, hay un argumento poderoso para no ser egoísta, en sentido estrecho, y sí altruista. Se trata de los sentimientos morales. Siendo altruistas y dando vacaciones al egoísmo, nos sentiríamos mejor, seríamos más felices”.
Traigo a colación esta cita porque hace unos días llegué desde Valencia a Madrid para enlazar con otro vuelo que me llevase a Málaga. Tenía por delante tres horas y media de espera parapara realizar la conexión. Pensé que, si me acompañaba la suerte, quizás podía viajar en un vuelo anterior que se hubiese retrasado y ahorrarme esa larga espera. Al llegar al aeropuerto vi en la pantalla que, en efecto, el vuelo de Málaga tenía una hora de retraso y podía viajar si me admitían en él. Acudí apresuradamente al mostrador de atención al cliente y expliqué mi situación a la azafata que, con cara de pocos amigos, me escuchó sin pestañear:
- Eso no se puede hacer. El vuelo está cerrado.
- – ¿Cómo que no se puede hacer, si a mí mismo me lo han hecho otras veces?
- – Sólo se puede hacer cuando se ha pagado tarifa de primera clase y usted tiene una tarifa reducida.
- – Luego técnicamente se puede admitir a un pasajero aunque el vuelo esté cerrado.
- – Le digo que no se puede.
- – ¿Y si lo solicito en la entrada del avión?
- – Vaya si quiere, pero ya le digo que es inútil.
Fui corriendo al mostrador en el que un joven comprobaba la identidad de los pasajeros y las tarjetas de embarque. Le expliqué mi situación y le pedí, por favor, que me admitiese en ese vuelo que no era el mía pero que me permitía llegar al, destino tres horas antes. Me dijo que no había ningún problema.
- Espere al final y le diré el asiento que tiene.
- Le di las gracias. En el vuelo de regreso a Málaga saqué unas hojas y redacté estas líneas que ahora estás leyendo. Me preguntaba por esa actitud básica de las personas que, de forma antagónica, hace que unas estén en disposición de ayudar al prójimo y otras en la de complicarle la vida.
- Si puedo, te ayudaré, dicen unos.
- Si puedo, te fastidiaré, dicen los otros.
- Me preguntaba qué le había llevado a la azafatxa a negarme un favor que no costaba dinero, ni esfuerzo, ni tiempo alguno. Un favor que no causaba ningún perjuicio a terceros y por el que ella no corría ningún tipo de riesgo alguno.
No le llevó a mantener esa postura el cumplimiento celoso de la norma ya que técnica y legalmente se podía hacer lo que le pedía. Lo cual significa que desconoce lo que se puede y no se puede hacer. O, lo que es peor, me engañó al decirme que no era posible embarcar en ese vuelo.
Estoy hablando de la actitud.
(…)
De lo que estoy seguro es de que las personas que tienen una actitud altruista hacia los demás son más felices. Hablo de actitud básica porque sé que las personas no se dividen de una forma tan radical en personas que benefician al prójimo siempre y personas que lo perjudican siempre que pueden. Unos y otros, excepcionalmente, cruzan el signo de sus actuaciones. Pero sustancialmente creo que se puede reconocer a personas de un tipo y del otro. He visto esta postura bipolar en tantas ocasiones que me lleva a pensar que cada uno va forjando en la vida esta actitud básica hacia sus semejantes.
(…)
Dice Javier Sádaba que el egoísmo es antiestético, que rebosa fealdad. Me pregunto por lo que sería el mundo si todos adoptásemos un actitud altruista. Estoy seguro de que sería otro mundo, Un mundo mejor en el que todos seríamos más felices”.
O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
“O filósofo francês disse à RTP que é preciso ter uma visão de conjunto, praticar uma nova ética mais solidária e mais responsável e olhar o Mundo de uma forma menos quantitativa”.
“Uma sociedade de carneiros acaba por gerar um governo de lobos”
Vitor Hugo
.Os carneiros e os lobos
Os lobos planeavam surpreender um rebanho de carneiros.
Graças aos cachorros guardiões, não podiam fazê-lo como o pretendiam.
Então decidiram empregar a sua astúcia.
Enviaram uns “delegados” aos carneiros para pedir-lhes que entregassem os seus cães, dizendo-lhes:
“Os cachorros são os causadores de que haja inimizade entre vocês e nós. Só precisam entregá-los e a paz reinará entre nós”.
Os carneiros, ingénuos, sem suspeitar do que sucederia posteriormente, entregaram os cachorros, e os lobos, já livres dos cachorros, se apoderaram-se sem problemas do rebanho.
MORAL DA HISTÓRIA: Nunca entregues aos inimigos, os que te dão apoio e protecção!
A proposta é da Philips que anunciou o lançamento de mais um elemento da linha LightFrame, desenhada para ajudar o utilizador a relaxar.
A empresa garante que na concepção desta linha recorreu aos resultados de um estudo da universidade de Groningen, que confirmou o enorme impacto da luz para a vista humana, mas também descobriu que algumas cores potenciam o relaxamento e o rejuvenescimento. É o caso do azul, que provoca este efeito quando atravessa o terceiro receptor do olho.
A Philips observou os resultados e fez a sua escolha. É isso que explica a opção por uma moldura azul nesta linha de monitores, que promete impor uma menor fadiga aos olhos.
O monitor conta ainda com tecnologias da marca que garantem o ajuste automático da qualidade de imagem e a optimização dos diversos elementos da imagem e oferece um contraste de imagem de 12000:1.
O monitor vai estar disponível a partir de Julho por 240 euros.
Para além de todos os problemas que cada cidadão e cada país internamente enfrentam, temos ainda que lidar com o confronto de culturas existente no nosso tempo.
Criou-se um enorme fosso, até agora quase intransponível, entre a sociedade ocidental americana e europeia e a sociedade oriental muçulmana. As inúmeras diferenças entre uma e outra abriram caminho, na percepção pública, ao medo, reacção primitiva, mas compreensível, de temor perante o desconhecido, tanto de um lado como do outro.
Posta a necessidade de agir, parte-se para intervenções militares, que nada fazem senão aumentar a desconfiança e a animosidade, em tentativas frustradas de se suprimirem uma à outra.
É aqui que as universidades de todo o mundo podem desempenhar um papel-chave, à parte das posições e medidas governamentais: o maior número possível de projectos globais interuniversitários, quer na área das Ciências, quer na das Línguas ou das Artes, levaria a uma séria e relevante relação entre culturas fortalecida no trabalho conjunto.
Investir-se-ia numa aproximação das culturas através dos futuros economistas, engenheiros, pintores, arquitectos, advogados, em suma, os líderes da próxima geração. Para, assim, conhecer em vez de temer, aceitar em vez de suprimir.
O primeiro passo para um verdadeiro entendimento global seria dado dentro do mundo universitário, que em qualquer cultura ou país deve representar seriedade, trabalho, responsabilidade e consciência cívica.
Que se criem, pois, iniciativas, projectos, concursos, do primeiro ao último ano.
Que as universidades técnicas arquitectem a ponte sobre o fosso, que as de línguas e as de artes construam o diálogo com o Diferente, que a Universidade cumpra a sua vocação de Universalidade”.
Francisco Peres (1º ano do Mestrado Integrado em Engenharia Civil, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa).
Investimento no Ensino Superior e investigação é melhor forma de ultrapassar crise
” A Associação Europeia das Universidades (EUA) exortou em 9 de Abril passado, os governos europeus a investirem mais no ensino superior e na investigação por considerar ser esta a melhor forma de ultrapassar a crise económica e financeira.
Numa declaração publicada, a EUA endereçou uma série de mensagens aos políticos europeus com propostas das universidades para ajudar a combater a actual crise e identificou os “10 caminhos para o sucesso” do ensino superior na próxima década”.
Educação Sexual no 1ºCEB: Concepções, Obstáculos e Argumentos dos Professores para a sua (não) Consecução é a tese de doutoramento de Zélia Caçador docente na Universidade do Minho que pode ser consultada aqui.
No resumo pode-se ler:
“Os dados recolhidos por meio do questionário indicam que os professores de 1ºCEB:
i) concordam mais com a educação sexual no ensino secundário e no 3ºCEB;
ii) têm a percepção de que a frequência com que as crianças lhes colocam perguntas aumenta ao longo dos 4 anos do 1ºCEB (perguntando sobretudo como são concebidos, como nascem e como crescem os bebés na barriga da mãe);
iii) têm a percepção de que a frequência de várias situações relacionadas com a sexualidade das crianças também é crescente ao longo do 1ºCEB (sendo as mais frequentes crianças a falar dos seus namorados, crianças apalpando os colegas e crianças desenhando órgãos genitais);
iv) concordam que a educação sexual das crianças contribuirá essencialmente para facilitar o diálogo destas com os pais, para o auto-conhecimento e para o aumento dos seus conhecimentos sobre sexualidade;
v) preferem os pais, seguidos dos médicos e enfermeiros e dos psicólogos, como intervenientes neste processo educativo;
vi) sentem mais dificuldades para abordar a área de expressões da sexualidade e os tópicos relacionados com o prazer sexual (relações eróticas, pornografia e relações sexuais coitais) e menos dificuldades para abordar a área de relações interpessoais e os tópicos diferenças corporais, relações afectivas e papéis de género;
vii) receiam essencialmente a mentalidade e as reacções dos pais dos alunos e dos próprios alunos, assim como o conservadorismo do meio;
viii) contam sobretudo com o apoio dos colegas e do director da escola, enquanto o do pároco é o que menos consideram.”
“No Brasil, os professores de Ciências Biológicas com frequência não estão preparados para sanar as dúvidas dos estudantes do ensino fundamental sobre temas relativos à sexualidade.
Isso acontece porque ao longo da formação desses profissionais a educação sexual é baseada quase que exclusivamente no aspecto biológico, deixando as dimensões humana e histórica em segundo plano. A constatação é da educadora Cláudia Ramos de Souza Bonfim, que acaba de defender tese de doutorado sobre o assunto na Faculdade de Educação (FE) da Unicamp, sob orientação do professor Sílvio Ancizar Sanches Gamboa. Segundo ela, as crianças e adolescentes de hoje anseiam por informações que vão além dos aspectos anatômicos e fisiológicos, e os educadores precisam estar aptos para preencher essa expectativa.
Atual vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Sexual (Abrades), Cláudia Bonfim conta que o interesse em pesquisar o tema surgiu a partir da sua experiência como professora de Ciências em escolas de ensino fundamental. Ao deparar com as dúvidas dos alunos acerca de questões ligadas à sexualidade, ela própria percebeu que não havia sido devidamente preparada para esclarecê-los.
Quando o assunto é educação sexual, afirma a autora da tese, os cursos superiores de Ciências Biológicas costumam se ater quase que exclusivamente às vertentes anatômicas e fisiológicas dessa área do conhecimento. “Embora sejam importantes, elas não são suficientes para dar conta de explicar todos as nuances envolvidas num assunto tão relevante e complexo”, afirma.
Conforme Cláudia Bonfim, ao falarem de educação sexual durante as aulas, os professores de Ciências normalmente repisam tópicos como métodos contraceptivos, gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis. “É necessário dissociar a sexualidade dos seus aspectos meramente negativos, como a questão do pecado ou como um desejo vergonhoso, que precisa ser profundamente controlado e silenciado. Ao silenciar o prazer, a potencialidade afetiva e a possibilidade de realização plena, a sociedade e a escola reforçam uma sexualidade procriativa, utilitarista, banal e consumista”, afirma. No seu entender, é preciso falar sobre esses tópicos, mas também é indispensável ir além. “É fundamental, por exemplo, desenvolver uma visão mais crítica acerca da construção da sexualidade, de modo a promover um resgate histórico, político e filosófico do tema”, acrescenta a especialista.
Nesse sentido, a autora da tese defende a criação de uma disciplina que trate da sexualidade humana no curso de Ciências Biológicas. Este, insiste ela, deve contemplar a construção histórica da sexualidade desde a Biologia às Ciências Humanas e da Saúde, com uma maior atenção à cultura, às políticas e às cenas contemporâneas, cujos produtos midiáticos têm produzido “significações” que influem diretamente na forma com que a sexualidade vem sendo vivida. “Ademais, por ser um tema transversal, é desejável que o tema também seja tratado nos demais cursos de Licenciatura e Pedagogia”.
No entender da vice-presidente da Abrades, a falta de conhecimento dos professores, somada ao despreparo das famílias para falar sobre sexualidade, contribui para a desinformação dos jovens. Estes, por sua vez, tentam esclarecer as dúvidas em fontes pouco confiáveis, como amigos, sítios da internet ou televisão. “Os docentes pouco conseguiram avançar na superação da visão moralista, repressiva e biologista, o que se consolida, como já dito, pela falta de formação adequada desses profissionais. Os educadores encontram grande dificuldade para abordar um tema tão necessário como a educação sexual, especialmente em tempos de globalização e de difusão, por parte da mídia, de uma avalanche precoce, banal e hedonista do sexo”.
Ao exibir telenovelas com cenas em que as pessoas possuem vários relacionamentos ao mesmo tempo e reportagens de adolescentes que vão para as baladas para disputar quem beija mais, prossegue Cláudia Bonfim, a televisão banaliza a discussão. “Está faltando falar de afecto.
Falta, ainda, dizer que a sexualidade não está restrita aos genitais. A sexualidade envolve a mente e o corpo todo”. Na sociedade atual, acrescenta a autora da tese, a sexualidade foi animalizada em vez de ser humanizada.
“Cada vez mais, busca-se o prazer pelo prazer. Estamos esquecendo de transmitir com naturalidade aos jovens que sexo é bom, faz bem, pode ser vivido plenamente até a velhice, mas tem que ser feito com respeito, admiração e afeto pelo parceiro”.
Passagem
Como tema, a sexualidade sofreu uma passagem histórica do campo da Biologia para o das Ciências Humanas. Num primeiro momento, explica Cláudia Bonfim, a sexualidade não tinha um peso econômico. Sua função era essencialmente a de perpetuar a espécie. As questões relativas ao assunto eram analisadas a partir de uma visão notadamente biológica, fundada nas contribuições dadas pelas pesquisas de Darwin, Lamarck e Mendel. Entretanto, com a mudança dos modos de produção, proporcionada pela Revolução Industrial, outros aspectos passaram a ser considerados. “A sociedade patriarcal passou a depositar um grande peso na sexualidade. A abordagem assumiu um caráter moralista, sempre em conformidade com o que pregava a Igreja Católica. Por essa posição, o sexo só poderia ser vivido dentro do casamento. A Igreja ainda nos condicionou a uma repressão sexual, não necessariamente para controlar nossos prazeres, mas para ter controle sobre aquilo que a sociedade considera fundamental: a garantia da perpetuação e legitimação da propriedade privada”, detalha a pesquisadora.
A questão do filho legítimo, segundo ela, é exemplar nesse sentido. Ele era necessário para que o patriarca pudesse ter a quem deixar a herança da família. Ademais, o corpo permaneceu sendo visto como algo desprovido de sexualidade durante muito tempo. Era considerado antes de tudo um instrumento de trabalho. “A sexualidade humana não constituiu objeto de saber até o século XVII. A moral reinante prescrevia o silêncio sobre o sexo. Somente nos séculos XVII e XVIII é que são produzidos, por interesses diversos, como a expansão colonial, a industrialização incipiente e a consequente necessidade de povoação das colônias, novos discursos sobre a procriação e a sexualidade”. O tema somente começou a ser objeto de uma reflexão humanista e crítica graças aos trabalhos de Marcuse, Engels, Foucault e Freud.
Atualmente, reforça Cláudia Bonfim, a sociedade vulgarizou ao extremo a sexualidade. “Nós ainda não conseguimos estabelecer um equilíbrio entre a repressão e a banalidade. Muitos pais vestem suas filhas de seis ou sete anos com roupas adultas, expondo precocemente a sua sexualidade, por meio de uma erotização inconsciente do corpo da criança. Não por acaso, as adolescentes estão ficando grávidas cada vez mais cedo. Sem que busquemos uma base histórica, filosófica e crítica, não conseguiremos alterar essa situação. Penso que o educador, com a devida contribuição da família, deve cumprir um papel central nessa tarefa, mas ele precisa ser devidamente qualificado para tal. Um integrante da banca que avaliou minha tese chegou a me perguntar se a minha visão não seria utópica. O que respondi é que se trata de uma utopia lúcida e desafiadora”, finaliza a educadora, que trabalha atualmente como docente no curso de Pedagogia da Faculdade Dom Bosco e na Secretaria de Educação de Cornélio Procópio, município do Estado do Paraná.
Foi proposta à Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento a publicação de um livro com o título “Estudar nos Estados Unidos da América: Guia Completo para Candidaturas a Mestrado e Doutoramento”.
O proponente foi o Eng.º Pedro Correia Pinto, actualmente doutorando no MIT, depois de ter feito uma licenciatura em Engenharia Electrotécnica e Computadores na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
O Livro foi publicado em Maio de 2007 em parceria com a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.
A versão electrónica do livro pode ser obtida aqui
“Há coisas que pensamos que não podem piorar, mas quando damos conta… já pioraram…
Depois de ter percebido ser trivial fazerem-se mestrados e doutoramentos em matérias duvidosas (quero dizer, do meu ponto de vista, duvidosas), de ter percebido que, sem qualquer pudor, se anuncia a “fabricação” dos mais diversos trabalhos académicos, de ter percebido que, para não dar muito nas vistas, se vão fazer teses, digamos, mais leves e em tempo record, numas certas universidades espanholas (mas não só…), confesso que, ainda assim, me surpreendi pelo facto de tudo isto poder ser feito na hora, conforme ironizou David Marçal em texto aqui publicado”.
“A massificação dos doutoramentos, que triplicaram em dez anos, abriu a porta ao negócio e à falsificação. Vendem-se teses por milhares de euros e alguns são plágios. Só pontualmente é que os professores dão conta de que se trata de cópias, facilitadas pelas bases de dados na Internet
Quanto vale uma tese de doutoramento? Se para muitos é condição para preservar um emprego na carreira académica e, para outros, uma arma no cada vez mais competitivo mercado de trabalho, há quem tenha na “produção” ou falsificação de teses uma actividade lucrativa. O preço cobrado por uma tese de doutoramento – que abre portas na administração pública, política e empresas – pode chegar aos 50 mil euros, segundo disse ao DN um professor universitário. Mas se a exigência e a bolsa forem limitadas, há preços mais baixos.
O negócio vale tanto para teses de mestrado ou doutoramento como para trabalhos de faculdade, chegando até a ser publicitado na internet. O fenómeno é conhecido de professores arguentes de várias universidades ouvidos pelo DN, que pontualmente são confrontados directamente com casos de plágio ou, não o sendo, conhecem situações de quem admitiu ter comprado a tese”.
As instituições de ensino superior portuguesas conseguiram adequar a oferta ao Processo de Bolonha, o que diminuiu a criação de novos cursos do 1.º ciclo (licenciaturas) e concentrou os mestrados e doutoramentos nas universidades públicas.
Estas são conclusões da análise exploratória aos relatórios da aplicação do Tratado de Bolonha, hoje apresentada na Universidade de Aveiro por António Magalhães (do Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior), no seminário “O Processo de Bolonha em Portugal: Presente e Futuro”.
O Tratado de Bolonha foi assinado há 10 anos com os objectivos principais de promover a mobilidade e a empregabilidade, fomentar a coesão e o desenvolvimento europeus através da cooperação transnacional e promover a atractividade internacional do sistema Europeu do ensino superior.
Exemplificando com os relatórios de quatro universidades – Aveiro, Minho, Coimbra e Lusófona -, a análise conclui ter havido uma ‘clara contenção’ ao nível do 1.º ciclo e um aumento significativo da pós-graduação.
Na Universidade de Aveiro, no ano lectivo 2007/08, a oferta formativa foi constituída por 48 cursos de 1.º ciclo (apenas um resultou da criação de uma nova licenciatura), 67 de 2.º ciclo (38 foram criados de novo e 29 adequados) e 25 de 3º ciclo (nove dos quais em parceria).
No mesmo período, a oferta da Universidade do Minho foi de 31 licenciaturas, 60 mestrados, 12 mestrados integrados (2.º ciclo) e 12 cursos de 3.º ciclo (doutoramentos).
A Universidade de Coimbra ofereceu 46 cursos de 1.º ciclo, 74 do 2.º ciclo e 22 do 3.º ciclo.
Já a Lusófona teve uma oferta de 43 cursos de 1.º ciclo, seis deles novos, 56 de 2.º ciclo, sendo que 35 foram criados de novo, e 22 do 3.º ciclo.
A avaliação feita é, em geral, positiva, e mesmo lisonjeira para os esforços de adaptação das universidades e institutos a Bolonha, mas sem os “triunfalismos” dos relatórios iniciais.
‘O ‘tempo político’, ou seja, a meta de 2010, não coincide com o ‘tempo académico’ necessário à implementação de facto do Processo de Bolonha, sobretudo a mudança para um paradigma centrado na aprendizagem e no estudante”, lê-se no documento hoje apresentado.
‘É sempre difícil mudar as pessoas e as instituições. Tais mudanças, para serem profundas e significativas, requerem recursos financeiros e humanos, requerem tempo para serem interiorizadas na cultura e na prática institucional”, dizem os autores do relatório na parte referente à Universidade do Minho.
A Universidade de Coimbra é aquela que menciona mais dificuldades na adaptação a Bolonha. Neste caso são apontadas dificuldades no acolhimento dos novos estudantes devido ao calendário de colocação dos candidatos ao ensino superior e de coordenação do acolhimento dos alunos oriundos de países lusófonos ou de outras instituições.
Foram também apontadas dificuldades na conciliação das tarefas docentes com as de investigação e outras relacionadas com a ausência de mudanças significativas na organização lectiva e de contagem da carga horária dos professores.
São ainda referidos problemas a nível da aplicação correcta do sistema de créditos, além de haver queixas por o material informático não ser adequado e o financiamento ser insuficiente.
Este blog é um blog tipo registo diário, semanal ou mensal (dependendo da disposição ou disponibilidade da sua autora) de uma doutoranda em coisas de ciências...
Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
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"Ninguém é tão ignorante que não tenha algo a ensinar. Ninguém é tão sábio que não tenha algo a aprender". Blaise Pascal
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"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta".
Albert Einstein
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" O que é bonito, e anima é ver que na vindima de cada sonho, fica a cepa a sonhar outra aventura"
Miguel Torga
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"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original."
Albert Einstein
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"O tempo que gostas de perder não é tempo perdido".
Bertrand Russell
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“Momento a momento se muda o aspecto
das coisas. Sem sentirmos, tudo quanto era
transforma-se no que é. Em cada instante está
presente o passado e o futuro de todas as
coisas.” Rómulo de Carvalho (António Gedeão)
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"A libertação da energia atómica mudou tudo, menos a nossa maneira de pensar."
Albert Einstein
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"Se a grandeza do prémio te entusiasma,
não te espante a multidão dos obstáculos".
J. Bosco
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"O estudo, a busca da verdade e da beleza são domínios em que nos é consentido sermos crianças por toda a vida."
Albert Einstein
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"Ninguém educa ninguém, ninguém se educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo".
Paulo Freire
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“educar é crer na perfectibilidade humana, na capacidade inata de aprender e no desejo de saber que a anima, no haver coisas (símbolos, técnicas, valores, memórias, factos…) que podem ser sabidos e que merecem sê-lo, na possibilidade de nos podermos melhorar uns aos outros por intermédio do conhecimento”. Savater
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"A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas".
Francis Bacon
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"Tudo o que tem a fazer é escrever uma frase verdadeira. Escreva a frase mais verdadeira que souber (…) Se começasse a escrever rebuscadamente, ou como se estivesse defendendo ou apresentando alguma coisa, achava logo que podia cortar esses floreados ou ornamentos, jogá-los fora e começar com a primeira proposição afirmativa verdadeira e simples que tivesse escrito"
Ernest Hemingway
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"Never be afraid. If you are equipped with knowledge, enthusiasm and perseverance, magic is on your side" Harrissan
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“Apague com um sorriso, toda a tristeza que lhe invade a alma. Assim não dará aos que te odeiam a alegria de te ver chorando, mas dará aos que te amam a alegria de te ver sorrindo.” (Autor desconhecido)
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"O cientista não é o homem que fornece as verdadeiras respostas; é quem faz as verdadeiras perguntas" Claude Lévi-Strauss