
Janeiro 18, 2010
O dia-a-dia do Zé (made in Globalization)
«O Zé, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às sete da manhã. Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China). Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss). Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas. Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego. Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o Zé decidiu relaxar por uns instantes. Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em Portugal…»
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O Valioso Tempo dos Maduros
texto de Mário de Andrade – escritor e poeta brasileiro
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e
sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa… Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade…
Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!
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“Mais do que máquinas,
precisamos de humanidade.
Mais do que inteligência,
precisamos de afeição e doçura.
Sem essas virtudes a vida será de violência
e tudo estará perdido.”
Chaplin (1942?)
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Sei dar o valor, Glicéria


Ernesto Sábato, in ‘Resistir’

Ernesto Sabato era um brilhante cientista argentino. Físico.
Chega a ensinar no MIT. Em 1943 tudo muda. Uma crise existencial forte faz com que ele abandone tudo para se dedicar à escrita.
Publicar uma série de reflexões sobre a condição do homem moderno, das suas fraquezas, também de tudo o que poderia vir a ser. São mais conhecidos os textos Hombres y engrenajes, Heterodoxias, La Resistencia (traduzido em português pelas publicações Dom Quixote com o nome Resistir), ou Antes del fin, espécie de obra reflexiva e auto-biográfica.
Mas é no romance, como o mesmo cariz de inquietação e procura da condição humana, que Sabato se revela.
Publica três obras: Abaddón el Exterminador, Sobre Héroes y Tumbas e El Túnel (traduzido para português pelos Livros do Brasil).

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Do Altruismo
“Um excelente texto de reflexão sobre valores universais que é urgente preservar. Do nosso já habitual cronista Miguel Ángel Santos Guerra. Vale a pena ler.
El filósofo Javier Sádaba acaba de publicar un interesante libro que se titula “La vida buena. Cómo conquistar nuestra felicidad”. En uno de los capítulos habla de los enemigos de la felicidad, entre los que cita el aburrimiento, la abusiva presencia de “el otro” y el egoísmo.. Dice, entre otras muchas cosas, este vasco afincado desde hace años en Madrid: ”Más allá de la capacidad social y de la simpatía, hay un argumento poderoso para no ser egoísta, en sentido estrecho, y sí altruista. Se trata de los sentimientos morales. Siendo altruistas y dando vacaciones al egoísmo, nos sentiríamos mejor, seríamos más felices”.Traigo a colación esta cita porque hace unos días llegué desde Valencia a Madrid para enlazar con otro vuelo que me llevase a Málaga. Tenía por delante tres horas y media de espera parapara realizar la conexión. Pensé que, si me acompañaba la suerte, quizás podía viajar en un vuelo anterior que se hubiese retrasado y ahorrarme esa larga espera. Al llegar al aeropuerto vi en la pantalla que, en efecto, el vuelo de Málaga tenía una hora de retraso y podía viajar si me admitían en él. Acudí apresuradamente al mostrador de atención al cliente y expliqué mi situación a la azafata que, con cara de pocos amigos, me escuchó sin pestañear:- Eso no se puede hacer. El vuelo está cerrado.- – ¿Cómo que no se puede hacer, si a mí mismo me lo han hecho otras veces?
- – Sólo se puede hacer cuando se ha pagado tarifa de primera clase y usted tiene una tarifa reducida.
- – Luego técnicamente se puede admitir a un pasajero aunque el vuelo esté cerrado.
- – Le digo que no se puede.
- – ¿Y si lo solicito en la entrada del avión?
- – Vaya si quiere, pero ya le digo que es inútil.Fui corriendo al mostrador en el que un joven comprobaba la identidad de los pasajeros y las tarjetas de embarque. Le expliqué mi situación y le pedí, por favor, que me admitiese en ese vuelo que no era el mía pero que me permitía llegar al, destino tres horas antes. Me dijo que no había ningún problema.- Espere al final y le diré el asiento que tiene.
- Le di las gracias. En el vuelo de regreso a Málaga saqué unas hojas y redacté estas líneas que ahora estás leyendo. Me preguntaba por esa actitud básica de las personas que, de forma antagónica, hace que unas estén en disposición de ayudar al prójimo y otras en la de complicarle la vida.
- Si puedo, te ayudaré, dicen unos.
- Si puedo, te fastidiaré, dicen los otros.
- Me preguntaba qué le había llevado a la azafatxa a negarme un favor que no costaba dinero, ni esfuerzo, ni tiempo alguno. Un favor que no causaba ningún perjuicio a terceros y por el que ella no corría ningún tipo de riesgo alguno.
No le llevó a mantener esa postura el cumplimiento celoso de la norma ya que técnica y legalmente se podía hacer lo que le pedía. Lo cual significa que desconoce lo que se puede y no se puede hacer. O, lo que es peor, me engañó al decirme que no era posible embarcar en ese vuelo.
Estoy hablando de la actitud.
(…)
De lo que estoy seguro es de que las personas que tienen una actitud altruista hacia los demás son más felices. Hablo de actitud básica porque sé que las personas no se dividen de una forma tan radical en personas que benefician al prójimo siempre y personas que lo perjudican siempre que pueden. Unos y otros, excepcionalmente, cruzan el signo de sus actuaciones. Pero sustancialmente creo que se puede reconocer a personas de un tipo y del otro. He visto esta postura bipolar en tantas ocasiones que me lleva a pensar que cada uno va forjando en la vida esta actitud básica hacia sus semejantes.
(…)
Dice Javier Sádaba que el egoísmo es antiestético, que rebosa fealdad. Me pregunto por lo que sería el mundo si todos adoptásemos un actitud altruista. Estoy seguro de que sería otro mundo, Un mundo mejor en el que todos seríamos más felices”.
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PARA RECORDAR
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As Amoras
O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
Eugénio de Andrade
(recebido por e-mail)
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Edgar Morin aponta solução para a crise global
“O filósofo francês disse à RTP que é preciso ter uma visão de conjunto, praticar uma nova ética mais solidária e mais responsável e olhar o Mundo de uma forma menos quantitativa”.
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“Uma sociedade de carneiros acaba por gerar um governo de lobos”
Vitor Hugo
.Os carneiros e os lobos
Os lobos planeavam surpreender um rebanho de carneiros.
Graças aos cachorros guardiões, não podiam fazê-lo como o pretendiam.
Então decidiram empregar a sua astúcia.
Enviaram uns “delegados” aos carneiros para pedir-lhes que entregassem os seus cães, dizendo-lhes:
“Os cachorros são os causadores de que haja inimizade entre vocês e nós. Só precisam entregá-los e a paz reinará entre nós”.
Os carneiros, ingénuos, sem suspeitar do que sucederia posteriormente, entregaram os cachorros, e os lobos, já livres dos cachorros, se apoderaram-se sem problemas do rebanho.
MORAL DA HISTÓRIA: Nunca entregues aos inimigos, os que te dão apoio e protecção!
(recebido por e-mail)
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Usar o Pc sem cansar a vista
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A RECORDAR
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HUMOR SAUDÁVEL
Como distinguir os tipos de gripe….
Deixando o humor à parte e fazendo o Diagnóstico entre Gripe Comum e Gripe A
Recebido por e-mail
Videos Gripe A(H1N1) –
Sintomas
Cuidados a ter
ver Diário da Gripe
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PAUSA MUSICAL
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Veraneio humorístico

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O Mundo ao contrário
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Um filme diferente
“O roteiro de “Mundo Alas” tem um crescimento dramático, há propostas de casamento, compõe-se uma música e concretiza-se o sonho das crianças, de tocar no Luna Park.
Não é qualquer pessoa que toca no Luna Park, é similar a que um menino dos Estados Unidos toque no Madison Square Garden de Nova York.
As pessoas, às vezes, não querem enfrentar os problemas.
Este filme não é de protesto. Mundo Alas é uma “road movie” de liberdade, de amor e de música.
As pessoas acreditam que é uma denúncia sobre o sofrimento das pessoas que têm alguma deficiência, sobre as dificuldades de sua vida na cidade.
Mas não é, é um filme extremamente feliz e acho que as pessoas choram pela impotência que dá ter se queixado de bobagens durante toda a vida.
O filme apresentar-se-á nas universidades, nos colégios secundários, nas escolas primárias, em programas especiais e no exterior. Alguns dizem que o filme é a coroação do projecto Mundo Alas. O que importa é a realização de um filme diferente , ao qual as pessoas têm que assistir, têm que se gerar espectáculos para que estas crianças possam trabalhar como artistas”.
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Que (Rica) Vida de Cão
recebido por e-mail
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“Nada nos faz acreditar mais do que o medo, a certeza de estarmos ameaçados. Quando nos sentimos vítimas, todas as nossas acções e crenças são legitimadas, por mais questionáveis que sejam.
Os nossos opositores, ou simplesmente os nossos vizinhos, deixam de estar ao nosso nível e transformam-se em inimigos.
Deixamos de ser agressores para nos convertermos em defensores.
A inveja, a cobiça ou o ressentimento que nos movem ficam santificados, porque pensamos que agimos em defesa própria. O mal, a ameaça, está sempre no outro. O primeiro passo para acreditar apaixonadamente é o medo.
O medo de perdermos a nossa identidade, a nossa vida, a nossa condição ou as nossas crenças.
O medo é a pólvora e o ódio o rastilho. O dogma, em última instância, é apenas um fósforo aceso”.
recebido por e-mail








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