Arquivo do mês: fevereiro 2009

Doutorado na Alemanha …

Estudar Doutorado na Alemanha

“O doutorado (Promotion) exige, antes de mais nada, boas notas na conclusão do curso de graduação.
As disciplinas de Medicina são a excepção.
Nestas, a dissertação de doutorado (Dissertation) e a prova oral (Rigorosum) já podem ser realizados durante a graduação. Entretanto, os futuros médicos só podem fazer uso do título de doutor após a formatura.

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Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: A comissão de doutorado de cada universidade é que decide sobre a admissão dos candidatos. Os estrangeiros devem se informar com antecedência sobre o reconhecimento dos diplomas de seus países. O mesmo vale para os formandos de escolas superiores técnicas que buscam o título de doutor.

Supervisão

Na maioria das disciplinas, uma tese de doutorado exige anos de dedicação até a sua conclusão. Durante todo esse tempo, o trabalho é supervisionado por um professor.

Com frequência, o doutorado é requisito básico no currículo de um cientista. Já na área de Ciências Humanas, é a oportunidade de trabalhar como professor universitário que leva à busca do grau de doutor.

Uma forma especial de conseguir o doutorado é através dos chamados Colégios de Graduados (Graduiertenkolleg). Esses colégios são financiados pela Fundação Alemã de Pesquisa (DFG). Cada um deles é direccionado para um tema e procura complementar o tradicional sistema de supervisão individual”.

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Investigação ao sentimento de inveja …

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Será que o invejoso tem os dias contados?

“Investigadores japoneses identificam área do cérebro ligada à inveja.
A pesquisa envolveu o estudo do comportamento de 19 pessoas, cujos cérebros foram monitorizados por aparelhos de ressonância magnética.
Uma equipa de cientistas japoneses conseguiu identificar a região do cérebro que controla o sentimento de inveja.

A descoberta, divulgada pela edição on-line da BBC, poderá ajudar os profissionais da área de saúde a lidar melhor com pessoas que sofrem do problema.

«A inveja pode levar uma pessoa a praticar um acto destrutivo e até criminoso para conseguir o que deseja», explicou Hidehiko Takahashi, 37 anos, investigador-chefe do Departamento de Neuroimagem Molecular do Instituto Nacional de Ciência Radiológica, localizado no subúrbio da capital japonesa. «Ao entendermos como funciona esse mecanismo neurocognitivo poderemos prevenir e tratar esse tipo de conduta», disse o cientista à BBC Brasil.

A investigação, que durou um ano e meio, estudou o comportamento de 19 pessoas em boas condições de saúde. Durante as experiências, eles tiveram os cérebros monitorizados por aparelhos de ressonância magnética.

«Antes de monitorizarmos as actividades cerebrais, pedíamos aos participantes para se imaginarem integralmente nas situações descritas, como se fossem reais e estivessem a acontecer com eles», explicou Takahashi.

As pessoas eram induzidas a imaginar um cenário que envolvia outras três personagens. Duas delas seriam hipoteticamente mais capazes e inteligentes que os voluntários da pesquisa.

Quando os voluntários sentiam inveja, a parte do córtex dorsal anterior do cérebro era activada. «Pessoas muito invejosas tendem a ter uma grande actividade nessa região do cérebro, que é responsável pela dor física e também é associada à dor mental», contou o pesquisador.

Os cientistas também perceberam que outra parte do órgão, o corpus striatum, que é associado a sentimento de alegria ao recebermos um prémio, por exemplo, era também estimulado quando as cobaias liam um capítulo que descrevia problemas com outras personagens.

Segundo os especialistas, isto indica que as pessoas invejosas sentem mais prazer com a desgraça alheia”.

O resultado da investigação foi publicado na última edição do “American Journal of Science”.

2009-02-20

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Os Deolinda

E em França, como é?…

Doutoramentos em França e Implementação de Escolas Doutorais

A formação doutoral francesa foi profundamente renovada em 2006, com a implementação das escolas doutorais.

O objectivo é proporcionar, em sintonia com as directrizes européias, uma formação do mais alto nível e um melhor reconhecimento dos diplomas, tanto no plano académico como no plano profissional. A formação nessas escolas doutorais é agora reconhecida como uma “experiência profissional de pesquisa”.

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Geração Magalhães

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In Empreender



Investigadores imigram por falta de equipamento científico?…

Investigadores emigram por escassez de equipamento científico


Notícia de 6 02 2009

A sessão “Migrações qualificadas no espaço luso-afro-brasileiro”, realizado ontem, teve como objectivo explicar as várias razões que levam os investigadores portugueses a optar pela emigração. O estudo da socióloga Ana Delicado, presente no evento, revela que “a falta de equipamento científico” é uma das causas mais referidas, sendo que também pode afectar a qualidade da investigação.


Ana Delicado entende que a escassez de material é uma causa da migração. Baseado numa amostra de 521 investigadores portugueses que estão no estrangeiro, o estudo aponta também para a falta de oportunidades de trabalho e a dificuldade de progressão na carreira como outros motivos de emigração. Estes vários constrangimentos incentivem os investigadores a permanecerem no estrangeiro.

De acordo com os resultados obtidos por Ana Delicado, 45 por cento dos inquiridos não pretendem voltar a Portugal. A socióloga salientou, no entanto, que a “atracção por um determinado país” pode influenciar as decisões de um potencial emigrante.

A socióloga da Universidade Nova de Lisboa, Arlinda Cabral, destacou que a emigração de estudantes que pretendem receber formação profissional e permanecerem no estrangeiro é cada vez mais frequente.

Na África Subsariana, “a percentagem de estudantes no exterior do país chega a ser superior ao número de estudantes no interior”, afirma.

De acordo com Maria Ramos, docente da Universidade do Porto, “a dupla cidadania aumenta a participação efectiva dos migrantes qualificados”.

Deste modo, os emigrantes acabam por fruir de “certos direitos” que permitem uma “mobilidade facilitada”.

A socióloga Cristina Farinha vem contrariar a opinião de Maria Ramos, afirmando que a liberdade de circulação na União Europeia é um “paradoxo”.

“Muitas pessoas não vêem os seus direitos sociais serem respeitados nos países estrangeiros”, pelo que acabam por “ficar em casa”.

Texto e Fotografia: Pedro Nogueira

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