Árvore, sinónimo de vida

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A comemoração oficial do Dia da Árvore teve lugar pela primeira vez no estado norte-americano do Nebraska, em 1872.

John Stirling Morton conseguiu induzir toda a população a consagrar um dia no ano à plantação ordenada de diversas árvores para resolver o problema da escassez de material lenhoso.

A Festa da Árvore rapidamente se expandiu a quase todos os países do mundo, e em Portugal comemorou-se pela primeira vez a 9 de Março de 1913.

Em 21 de Março de 1972 – início da Primavera no Hemisfério Norte – foi comemorado o primeiro DIA MUNDIAL DA FLORESTA em vários países, entre os quais Portugal.

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PAUSA MUSICAL

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QUE SE PASSA COM BOLONHA?

alameda-da-universidade

por CARLA AGUIAR no Diário de Notícias

A maioria das universidades portuguesas não estão a cumprir os critérios de Bolonha. Os principais problemas são a falta de revisão dos currículos e dos métodos pedagógicos e a existência de cursos pouco virados para o mercado de trabalho. Problemas que os especialistas atribuem à pressa em aplicar a reforma, sem se ter levado a cabo uma discussão como a que está a ser feita em Espanha.

“O Processo de Bolonha foi uma oportunidade perdida para reformar a fundo o ensino superior.” É deste modo que, três anos depois do arranque, Gonçalo Xufre, dirigente do Sindicato Nacional do Ensino Superior, classifica o modo como o processo que visa um espaço comum europeu para o ensino superior a partir de 2010 está a ser implementado em Portugal.

“A maioria das instituições faz uma interpretação cosmética daquilo que deve ser a reforma, limitando-se a encurtar a duração das licenciaturas, que agora é de três anos, sem cumprir o espírito de Bolonha”, considera em declarações ao DN aquele professor do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL).

Uma opinião que é, de resto, partilhada por vários professores e gestores de instituições do ensino superior contactados pelo DN. Aponta-se, por exemplo, a ausência de alteração dos métodos pedagógicos, um pressuposto do compromisso europeu. Nos termos de Bolonha, o método de ensino deve ser menos centrado na transmissão dos conhecimentos do professor para os alunos, e mais para a orientação dos alunos a buscar informação e reflectir sobre ela. Alvo de críticas é também a ” irregular” contabilização dos créditos, que devem ter em conta os trabalhos realizados. “Nada disso está a ser respeitado, e os critérios de rigor são muito baixos”, acusa um professor da Universidade Autónoma de Lisboa.

O presidente do Instituto Politécnico de Leiria, Luciano de Almeida, reconhece alguns “maus exemplos” no sistema de ensino português, e embora atribua em primeiro lugar a responsabilidade às próprias instituições, observa que, se esses atropelos existem é um resultado de “estarmos há cinco anos sem uma avaliação nacional aos cursos e de continuarmos sem uma avaliação dos docentes”.

Por outro lado, o presidente do Politécnico de Leiria lamenta que o Governo “tenha avançado para a reforma do ensino superior, sem que antes tenha promovido um debate sobre qual a estratégia a seguir, tal como se fez em Espanha, em que primeiro se debateu a estratégia e só depois de adaptaram os cursos a Bolonha”, o que só está a acontecer este ano. A rapidez com que as universidades portuguesas adoptaram Bolonha foi, segundo Gonçalo Xufre, resultado não de preparação, mas da pressa de não ficar para trás em relação a outras que se anteciparam.

Em Espanha, que chegou mais tarde ao processo, a orientação vai ao arrepio da tendência europeia. As universidades espanholas adoptaram as licenciaturas de quatro anos, em vez de três.

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Fernando Savater: Preguntas sobre Bolonia

Fernando Savater es catedrático de Filosofía de la Universidad Complutense.

1. Las autoridades del Ministerio y de muchas universidades españolas tienen gran empeño en defender -aunque más con eslóganes publicitarios que con argumentos- las bondades de los objetivos del plan Bolonia. Naturalmente, nadie puede estar en contra de promover la compatibilidad de las titulaciones y la movilidad de los estudiantes, de facilitar a estos últimos su inserción en el mercado laboral europeo o de transformar nuestras universidades y volverlas más atractivas para captar estudiantes de otras partes del mundo. ¿Pero es eso lo que previsiblemente se va a producir una vez culminado el proceso de Bolonia? ¿No se les ha ocurrido pensar a nuestras autoridades que una cosa son los efectos deseados y declarados de una determinada política y otra sus efectos reales?”

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A NÃO PERDER …


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“Bolonha tende a ser uma mera operação de cosmética?”


“As universidades precisam de ser recriadas de uma forma radical. Não basta a reforma das estruturas e dos processos, é necessária uma reforma de mentalidades, e pressentimos que Bolonha passará ao lado deste objectivo.

A nosso ver, Bolonha tende a ser uma mera operação de cosmética. A recriação das universidades passa pelo questionamento do seu próprio propósito, expandido a ideia clássica de universidade – «unidade de pesquisa e de ensino» de Humboldt e construindo os requisitos de uma nova base – «unidade de praxis, pesquisa e ensino».”

Nelson Santos António e António Teixeira (2007), “Necessita a sociedade das universidades?”, Economia Global e Gestão, nº1, Abril, pp. 35-49.

Sexta-feira, Dezembro 14, 2007.

In Universidade Alternativa

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O COMBOIO DE BOLONHA

“Duas das palavras que mais se escrevem, dizem e ouvem a propósito do Processo de Bolonha são competências e empregabilidade, conceitos complexos que devem ser entendidos e respeitados se queremos apanhar o Comboio da Europa.

Sendo certo que neste caso, apanhar o Comboio da Europa é apanhar o Comboio de Bolonha. E isso não pode significar simplesmente reduzir os cursos superiores para três anos e deixar tudo o resto na mesma”.

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Do Público:

“O essencial de Bolonha está longíssimo de ser cumprido” (António Nóvoa, página 8)

“[…]
Há sempre novas oportunidades mas, depois de Bolonha a brincar, vamos ter que fazer Bolonha a sério.

Essa tem três matrizes: a mais positiva, que é a abertura e mobilidade; a segunda, a “mudança de paradigma”, em que estar na universidade é estar de outra maneira que implica laboratórios, bibliotecas, estudo autónomo.

É insensato aplicar Bolonha num momento de cortes financeiros e isso não deu bons resultados. O terceiro ponto é o da empregabilidade. É muito difícil que no final do 1.º ciclo se dê boa formação de base e se dê um diploma profissional[…]”.

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A RECORDAR …

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The Bologna Process – Towards the European Higher Education Area

The Bologna Process aims to create a European Higher Education Area by 2010, in which students can choose from a wide and transparent range of high quality courses and benefit from smooth recognition procedures.

The Bologna Declaration of June 1999 has put in motion a series of reforms needed to make European Higher Education more compatible and comparable, more competitive and more attractive for Europeans and for students and scholars from other continents. Reform was needed then and reform is still needed today if Europe is to match the performance of the best performing systems in the world, notably the United States and Asia.

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http://infaces.files.wordpress.com/2008/11/castelos_areia.jpg

Pelo vistos, Investigadores da Durham’s School of Engineering andam entretidos a pesquisar o segredo das construções feitas na areia (os vulgares castelos de areia) e, segundo os mesmos, este conhecimento pode ser o melhor caminho para uma engenharia amiga do ambiente.

Como diria o outro, e esta hein …?

“Secret of sandcastle construction could help revive ancient building technique, researchers say

The secret of a successful sandcastle could aid the revival of an ancient eco-friendly building technique, according to research led by Durham University.

Researchers, led by experts at Durham’s School of Engineering, have carried out a study into the strength of rammed earth, which is growing in popularity as a sustainable building method.

Just as a sandcastle needs a little water to stand up, the Durham engineers found that the strength of rammed earth was heavily dependent on its water content.

Rammed earth is a manufactured material made up of sand, gravel and clay which is moistened and then compacted between forms to build walls. Sometimes stabilisers such as cement are added but the Durham research focussed on unstabilised materials.

The research, funded by the Engineering and Physical Sciences Research Council (EPSRC) and published in the journal Geotechnique, showed that a major component of the strength of rammed earth was due to the small amount of water present.

Small cylindrical samples of rammed earth underwent “triaxial testing” – where external pressures are applied to model behaviour of the material in a wall. The researchers found that the suction created between soil particles at very low water contents was a source of strength in unstabilised rammed earth”.

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2 Respostas para “Árvore, sinónimo de vida

  1. A minha experiência na minha Universidade também é a de que o processo foi sobretudo cosmético. Não significa isto que, individualmente, não haja professores a procurar corresponder ao que pensam ser o novo espírito pedagógico. O problema é que nada tem enquadramento ou acompanhamento institucional, nem qualquer tipo de avaliação. É a anarquia absoluta…

  2. Concordo plenamente.
    O Processo de Bolonha que me foi dado a conhecer, em Conselho Pedagógico, assenta numa mudança de metodologias de ensino mais orientadas para o desenvolvimento pessoal de competências, para a pesquisa e compilação de matérias e para a aplicação prática dos ensinamentos.
    Daí um convite a um estudo mais individualizado, no sentido da responsabilidade da aprendizagem estar não só do lado do professor e das aulas que orienta, mas também do lado do aluno, que terá de analisar as matérias para além do que foi transmitido dentro de uma sala, e do acompanhamento personalizado e individualizado pelo professor, passando a relação a ser entre orientador e orientado. Daí que a relação irá requerer mais disponibilidade da parte do professor.
    O que tenho constatado é uma aplicação desigual de pressupostos que deveriam estar uniformizados para as diferentes instituições, sejam universitárias ou politécnicas, a nível do espírito pedagógico, porque a nível da redução de cursos tem sido uma aplicação uniforme, dentro da tal anarquia absoluta …
    Coloquei mais dois textos, um de 2007 (Universidade Alternativa) e outro de 2006 (Politecnia)….

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