Doutoramentos na hora?…

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“Há coisas que pensamos que não podem piorar, mas quando damos conta… já pioraram…

Depois de ter percebido ser trivial fazerem-se mestrados e doutoramentos em matérias duvidosas (quero dizer, do meu ponto de vista, duvidosas), de ter percebido que, sem qualquer pudor, se anuncia a “fabricação” dos mais diversos trabalhos académicos, de ter percebido que, para não dar muito nas vistas, se vão fazer teses, digamos, mais leves e em tempo record, numas certas universidades espanholas (mas não só…), confesso que, ainda assim, me surpreendi pelo facto de tudo isto poder ser feito na hora, conforme ironizou David Marçal em texto aqui publicado”.

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Teses de Doutoramento por 50 000 euros

Artigo de CARLA AGUIAR (02 Fevereiro 2009)

Ensino Superior.

“A massificação dos doutoramentos, que triplicaram em dez anos, abriu a porta ao negócio e à falsificação. Vendem-se teses por milhares de euros e alguns são plágios. Só pontualmente é que os professores dão conta de que se trata de cópias, facilitadas pelas bases de dados na Internet

Quanto vale uma tese de doutoramento? Se para muitos é condição para preservar um emprego na carreira académica e, para outros, uma arma no cada vez mais competitivo mercado de trabalho, há quem tenha na “produção” ou falsificação de teses uma actividade lucrativa. O preço cobrado por uma tese de doutoramento – que abre portas na administração pública, política e empresas – pode chegar aos 50 mil euros, segundo disse ao DN um professor universitário. Mas se a exigência e a bolsa forem limitadas, há preços mais baixos.

O negócio vale tanto para teses de mestrado ou doutoramento como para trabalhos de faculdade, chegando até a ser publicitado na internet. O fenómeno é conhecido de professores arguentes de várias universidades ouvidos pelo DN, que pontualmente são confrontados directamente com casos de plágio ou, não o sendo, conhecem situações de quem admitiu ter comprado a tese”.

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PAUSA MUSICAL

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Universidades: Adaptação a Bolonha concentrou mestrados e doutoramentos nas escolas públicas?

autor

Lusa

contactar num. de artigos 7987

As instituições de ensino superior portuguesas conseguiram adequar a oferta ao Processo de Bolonha, o que diminuiu a criação de novos cursos do 1.º ciclo (licenciaturas) e concentrou os mestrados e doutoramentos nas universidades públicas.

Estas são conclusões da análise exploratória aos relatórios da aplicação do Tratado de Bolonha, hoje apresentada na Universidade de Aveiro por António Magalhães (do Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior), no seminário “O Processo de Bolonha em Portugal: Presente e Futuro”.

O Tratado de Bolonha foi assinado há 10 anos com os objectivos principais de promover a mobilidade e a empregabilidade, fomentar a coesão e o desenvolvimento europeus através da cooperação transnacional e promover a atractividade internacional do sistema Europeu do ensino superior.

Exemplificando com os relatórios de quatro universidades – Aveiro, Minho, Coimbra e Lusófona -, a análise conclui ter havido uma ‘clara contenção’ ao nível do 1.º ciclo e um aumento significativo da pós-graduação.

Na Universidade de Aveiro, no ano lectivo 2007/08, a oferta formativa foi constituída por 48 cursos de 1.º ciclo (apenas um resultou da criação de uma nova licenciatura), 67 de 2.º ciclo (38 foram criados de novo e 29 adequados) e 25 de 3º ciclo (nove dos quais em parceria).

No mesmo período, a oferta da Universidade do Minho foi de 31 licenciaturas, 60 mestrados, 12 mestrados integrados (2.º ciclo) e 12 cursos de 3.º ciclo (doutoramentos).

A Universidade de Coimbra ofereceu 46 cursos de 1.º ciclo, 74 do 2.º ciclo e 22 do 3.º ciclo.

Já a Lusófona teve uma oferta de 43 cursos de 1.º ciclo, seis deles novos, 56 de 2.º ciclo, sendo que 35 foram criados de novo, e 22 do 3.º ciclo.

A avaliação feita é, em geral, positiva, e mesmo lisonjeira para os esforços de adaptação das universidades e institutos a Bolonha, mas sem os “triunfalismos” dos relatórios iniciais.

‘O ‘tempo político’, ou seja, a meta de 2010, não coincide com o ‘tempo académico’ necessário à implementação de facto do Processo de Bolonha, sobretudo a mudança para um paradigma centrado na aprendizagem e no estudante”, lê-se no documento hoje apresentado.

‘É sempre difícil mudar as pessoas e as instituições. Tais mudanças, para serem profundas e significativas, requerem recursos financeiros e humanos, requerem tempo para serem interiorizadas na cultura e na prática institucional”, dizem os autores do relatório na parte referente à Universidade do Minho.

A Universidade de Coimbra é aquela que menciona mais dificuldades na adaptação a Bolonha. Neste caso são apontadas dificuldades no acolhimento dos novos estudantes devido ao calendário de colocação dos candidatos ao ensino superior e de coordenação do acolhimento dos alunos oriundos de países lusófonos ou de outras instituições.

Foram também apontadas dificuldades na conciliação das tarefas docentes com as de investigação e outras relacionadas com a ausência de mudanças significativas na organização lectiva e de contagem da carga horária dos professores.

São ainda referidos problemas a nível da aplicação correcta do sistema de créditos, além de haver queixas por o material informático não ser adequado e o financiamento ser insuficiente.


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