Arquivo do mês: maio 2009

Estudo da caracterização do aporte hídrico na população portuguesa

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Saúde: Maioria dos portugueses não ingere líquidos suficientes

Lisboa, 28 Mai (Lusa)

A maioria dos portugueses não bebe a quantidade de líquidos recomendada, sendo excepção as jovens entre os 14 e os 18 anos, revela hoje um estudo que faz a caracterização do aporte hídrico da população.

O estudo realizado pelo comité científico do Instituto Hidratação e Saúde envolveu uma amostra de 2.000 pessoas de ambos os sexos com idade entre os 14 e os 70 anos.

As recomendações diárias de água em adultos são de 3,7 litros nos homens e 2,7 litros nas mulheres, valores que podem ter de ser alterados em virtude de factores como o exercício físico e a temperatura, entre outros.

Tendo em consideração as recomendações do consumo de bebidas em relação ao sexo e idade, o estudo revela que, na população portuguesa, apenas as jovens de 14-18 anos parecem ter um aporte hídrico adequado (1,7 l/dia).

O estudo ressalva que apenas entrevistou 85 jovens raparigas neste grupo etário.

Os grupos etários superiores, dos 19 aos 70 anos, não ingerem líquidos suficientes, sendo a situação ainda mais grave nos homens: todos os grupos etários, dos 14-18 anos aos 51-70 anos, apresentam um défice estatisticamente significativo entre o aporte hídrico encontrado e o recomendado.

A situação é particularmente grave no grupo etário dos 51-70 anos em que são ingeridos 51 por cento dos líquidos recomendados para a idade e o sexo.

Os restantes grupos apresentam proporções de ingestão, relativamente aos valores de referência, de 72 por cento (14-18 anos), 61 por cento (19-30 anos) e 58 por cento (31-50 anos).

O maior aporte hídrico dos mais jovens poderá estar relacionado com um maior envolvimento em actividades desportivas que requerem um maior consumo de líquidos, refere o estudo, que tem uma margem de erro de 2,1 por cento.

Os autores do estudo referem que estes dados requerem uma “atenção especial” pelas consequências que o défice de líquidos pode ter na saúde, nomeadamente na “função cognitiva, na performance física e no desenvolvimento de várias doenças”.

ver mais …

O que pensamos do ensino

“A edição de hoje – para comprar e guardar, depois de colocar umas páginas nas salas de professores e demais lugares públicos do país –  traz uma matéria bastante extensa, com variados testemunhos, sobre o estado da Educação em Portugal”.

daqui …

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End the University as We Know It


GRADUATE education is the Detroit of higher learning. Most graduate programs in American universities produce a product for which there is no market (candidates for teaching positions that do not exist) and develop skills for which there is diminishing demand (research in subfields within subfields and publication in journals read by no one other than a few like-minded colleagues), all at a rapidly rising cost (sometimes well over $100,000 in student loans).
(…)
The dirty secret of higher education is that without underpaid graduate students to help in laboratories and with teaching, universities couldn’t conduct research or even instruct their growing undergraduate populations. That’s one of the main reasons we still encourage people to enroll in doctoral programs. It is simply cheaper to provide graduate students with modest stipends and adjuncts with as little as $5,000 a course — with no benefits — than it is to hire full-time professors.
(…)
If American higher education is to thrive in the 21st century, colleges and universities, like Wall Street and Detroit, must be rigorously regulated and completely restructured. The long process to make higher learning more agile, adaptive and imaginative can begin with six major steps:

1. Restructure the curriculum, beginning with graduate programs and proceeding as quickly as possible to undergraduate programs.

2. Abolish permanent departments, even for undergraduate education, and create problem-focused programs.

3. Increase collaboration among institutions.

4. Transform the traditional dissertation.

5. Expand the range of professional options for graduate students.

6. Impose mandatory retirement and abolish tenure.
(…)
For many years, I have told students, “Do not do what I do; rather, take whatever I have to offer and do with it what I could never imagine doing and then come back and tell me about it.” My hope is that colleges and universities will be shaken out of their complacency and will open academia to a future we cannot conceive.”

By MARK C. TAYLOR
Published: April 26, 2009
The New York Times

Vale a pena ler o artigo inteiro.

Daqui …

Cantinho da poesia e da reflexão (2)

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chez fleur

FOTO SHARK

Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.

Pensar numa flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei da verdade e sou feliz.

Alberto Caeiro

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Paradoxo do Nosso Tempo
George Carlin @

“Nós falamos demais,
amamos raramente,
odiamos frequentemente.
Nós bebemos demais,
gastamos sem critérios.
Dirigimos rápido demais,
ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados,
lemos muito pouco,
assistimos TV demais,
perdemos tempo demais em relações virtuais,
e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens,
mas reduzimos nossos valores.
Aprendemos a sobreviver mas não a viver;
adicionamos anos à nossa vida
e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua,
mas temos dificuldade em cruzar a rua
e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço,
mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores,
mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar,
mas poluímos a alma;
dominamos o átomo,
mas não nosso preconceito;
escrevemos mais,
mas aprendemos menos
planeamos mais,
mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar
e não, a esperar.
Construímos mais computadores
para armazenar mais informação,
produzir mais cópias do que nunca,
mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do ‘fast-food’
e da digestão lenta;
homem grande, de carácter pequeno;
lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos,
vários divórcios,
casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas,
fraldas e moral descartáveis,
das rapidinhas,
dos cérebros ocos e das pílulas ‘mágicas’.
Um momento de muita coisa na vitrina e
muito pouco na dispensa.
Lembre-se de passar tempo com as
pessoas que ama,
pois elas não estarão aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso
em seus pais
num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer
“eu te amo” à sua companheira(o) e
às pessoas que ama,
mas, em primeiro lugar,
se ame.
Um beijo e um abraço curam a dor,
quando vêm de lá de dentro.
Por isso, valorize sua família,
seus amores,
seus amigos,
a pessoa que lhe ama,
aquelas que estão sempre ao seu lado.

@ George Denis Patrick Carlin (Nova Iorque, 12 de maio de 1937 — 22 de junho de 2008) foi um comediante, ator e autor norte-americano, pioneiro, com Lenny Bruce, no humor de crítica social. A sua mais polémica rotina chamava-se “Sete Palavras que não se podem dizer em Televisão”, o que lhe causou, durante os anos setenta, vários dissabores, acabando preso em inúmeras vezes que levou o texto a palco.
(recebi por email)

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Bullying, NÃO!

“O mundo é um lugar perigoso para se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas por causa daqueles que o observam e deixam o mal acontecer” (Albert Einstein).

Não ao Bullying!

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A Fábula do Porco-Espinho

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.

Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente; mas, os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam maior calor.

Por isso decidiram afastar-se uns dos outros e voltaram a morrer congelados.

Então precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.

Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.. E assim sobreviveram!

Moral da História:

O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades.


O Mundo não é ruim, só é muito mal frequentado

(L.F.Veríssimo)

recebido por e-mail

Obrigado Maria

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Janeiro 18, 2010

O dia-a-dia do Zé (made in Globalization)

«O Zé, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às sete da manhã. Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China). Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss). Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas. Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego. Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o Zé decidiu relaxar por uns instantes. Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em Portugal…»

Daqui …

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O Valioso Tempo dos Maduros

texto de Mário de Andrade – escritor e poeta brasileiro

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.

As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e
sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa… Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade…

Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!

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foto by Shark

“Mais do que máquinas,

precisamos de humanidade.

Mais do que inteligência,

precisamos de afeição e doçura.

Sem essas virtudes a vida será de violência

e tudo estará perdido.”

Chaplin (1942?)

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Sei dar o valor, Glicéria

“Fácil é sonhar todas as noites;
Difícil é lutar por um sonho;
Fácil é exibir a vitória;
Difícil é alcança-la;
Fácil é tropeçar numa pedra;
Difícil é tirar um pedragulho do caminho;
Fácil é desfrutar o dia-a-dia;
Difícil é dar o verdadeiro valor ao dia”.
Por se falar em pedragulhos, lembrei-me deste poema que também fala em pedras … e já há muito tempo que não o lia, OBRIGADO, Carlos pelo seu envio:

Ser feliz

“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar

irritado algumas vezes, mas não esqueço

de que minha vida é a maior empresa do mundo,

e que posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena

viver, apesar de todos os desafios,

incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos

problemas e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser

capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um “não”.

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

(Fernando Pessoa)

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O homem máquina?

O homem não pode manter-se humano a esta velocidade, se viver como um autómato será aniquilado.
A serenidade, uma certa lentidão, é tão inseparável da vida do homem como a sucessão das estações é inseparável das plantas, ou do nascimento das crianças. Estamos no caminho mas não a caminhar, estamos num veículo sobre o qual nos movemos incessantemente, como uma grande jangada ou como essas cidades satélites que dizem que haverá.
E ninguém anda a passo de homem, por acaso algum de nós caminha devagar? Mas a vertigem não está só no exterior, assimilá-mo-la na nossa mente que não pára de emitir imagens, como se também fizesse zapping; talvez a aceleração tenha chegado ao coração que já lateja num compasso de urgência para que tudo passe rapidamente e não permaneça.
Este destino comum é a grande oportunidade, mas quem se atreve a saltar para fora?
Já nem sequer sabemos rezar porque perdemos o silêncio e também o grito.
Na vertigem tudo é temível e desaparece o diálogo entre as pessoas.
O que nos dizemos são mais números do que palavras, contém mais informação do que novidade.
A perda do diálogo afoga o compromisso que nasce entre as pessoas e que pode fazer do próprio medo um dinamismo que o vença e que lhes outurgue uma maior liberdade.
Mas o grave problema é que nesta civilização doente não há só exploração e miséria, mas também uma correlativa miséria espiritual.
A grande maioria não quer a liberdade, teme-a.
O medo é um sintoma do nosso tempo.
A tal extremo que, se rasparmos um pouco a superfície, poderemos verificar o pânico que está subjacente nas pessoas que vivem sob a exigência do trabalho nas grandes cidades.
A exigência é tal que se vive automaticamente sem que um sim ou um não tenha precedido os actos.

Ernesto Sábato, in ‘Resistir’

Ernesto Sabato

Ernesto Sabato era um brilhante cientista argentino. Físico.

Chega a ensinar no MIT. Em 1943 tudo muda. Uma crise existencial forte faz com que ele abandone tudo para se dedicar à escrita.

Publicar uma série de reflexões sobre a condição do homem moderno, das suas fraquezas, também de tudo o que poderia vir a ser. São mais conhecidos os textos Hombres y engrenajes, Heterodoxias, La Resistencia (traduzido em português pelas publicações Dom Quixote com o nome Resistir), ou Antes del fin, espécie de obra reflexiva e auto-biográfica.

Mas é no romance, como o mesmo cariz de inquietação e procura da condição humana, que Sabato se revela.

Publica três obras: Abaddón el Exterminador, Sobre Héroes y Tumbas e El Túnel (traduzido para português pelos Livros do Brasil).

recebido por e-mail
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pensamentos

In Revisitar a Educação

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Do Altruismo

“Um excelente texto de reflexão sobre valores universais que é urgente preservar. Do nosso já habitual cronista Miguel Ángel Santos Guerra. Vale a pena ler.


El filósofo Javier Sádaba acaba de publicar un interesante libro que se titula “La vida buena. Cómo conquistar nuestra felicidad”. En uno de los capítulos habla de los enemigos de la felicidad, entre los que cita el aburrimiento, la abusiva presencia de “el otro” y el egoísmo.. Dice, entre otras muchas cosas, este vasco afincado desde hace años en Madrid: ”Más allá de la capacidad social y de la simpatía, hay un argumento poderoso para no ser egoísta, en sentido estrecho, y sí altruista. Se trata de los sentimientos morales. Siendo altruistas y dando vacaciones al egoísmo, nos sentiríamos mejor, seríamos más felices”.Traigo a colación esta cita porque hace unos días llegué desde Valencia a Madrid para enlazar con otro vuelo que me llevase a Málaga. Tenía por delante tres horas y media de espera parapara realizar la conexión. Pensé que, si me acompañaba la suerte, quizás podía viajar en un vuelo anterior que se hubiese retrasado y ahorrarme esa larga espera. Al llegar al aeropuerto vi en la pantalla que, en efecto, el vuelo de Málaga tenía una hora de retraso y podía viajar si me admitían en él. Acudí apresuradamente al mostrador de atención al cliente y expliqué mi situación a la azafata que, con cara de pocos amigos, me escuchó sin pestañear:– Eso no se puede hacer. El vuelo está cerrado.
– – ¿Cómo que no se puede hacer, si a mí mismo me lo han hecho otras veces?
– – Sólo se puede hacer cuando se ha pagado tarifa de primera clase y usted tiene una tarifa reducida.
– – Luego técnicamente se puede admitir a un pasajero aunque el vuelo esté cerrado.
– – Le digo que no se puede.
– – ¿Y si lo solicito en la entrada del avión?
– – Vaya si quiere, pero ya le digo que es inútil.
Fui corriendo al mostrador en el que un joven comprobaba la identidad de los pasajeros y las tarjetas de embarque. Le expliqué mi situación y le pedí, por favor, que me admitiese en ese vuelo que no era el mía pero que me permitía llegar al, destino tres horas antes. Me dijo que no había ningún problema.– Espere al final y le diré el asiento que tiene.
– Le di las gracias. En el vuelo de regreso a Málaga saqué unas hojas y redacté estas líneas que ahora estás leyendo. Me preguntaba por esa actitud básica de las personas que, de forma antagónica, hace que unas estén en disposición de ayudar al prójimo y otras en la de complicarle la vida.

– Si puedo, te ayudaré, dicen unos.

– Si puedo, te fastidiaré, dicen los otros.

– Me preguntaba qué le había llevado a la azafatxa a negarme un favor que no costaba dinero, ni esfuerzo, ni tiempo alguno. Un favor que no causaba ningún perjuicio a terceros y por el que ella no corría ningún tipo de riesgo alguno.

No le llevó a mantener esa postura el cumplimiento celoso de la norma ya que técnica y legalmente se podía hacer lo que le pedía. Lo cual significa que desconoce lo que se puede y no se puede hacer. O, lo que es peor, me engañó al decirme que no era posible embarcar en ese vuelo.

Estoy hablando de la actitud.

(…)

De lo que estoy seguro es de que las personas que tienen una actitud altruista hacia los demás son más felices. Hablo de actitud básica porque sé que las personas no se dividen de una forma tan radical en personas que benefician al prójimo siempre y personas que lo perjudican siempre que pueden. Unos y otros, excepcionalmente, cruzan el signo de sus actuaciones. Pero sustancialmente creo que se puede reconocer a personas de un tipo y del otro. He visto esta postura bipolar en tantas ocasiones que me lleva a pensar que cada uno va forjando en la vida esta actitud básica hacia sus semejantes.

(…)

Dice Javier Sádaba que el egoísmo es antiestético, que rebosa fealdad. Me pregunto por lo que sería el mundo si todos adoptásemos un actitud altruista. Estoy seguro de que sería otro mundo, Un mundo mejor en el que todos seríamos más felices”.

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sabado1a

Daqui …

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PARA RECORDAR

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As Amoras

O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.

Eugénio de Andrade

(recebido por e-mail)

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Edgar Morin aponta solução para a crise global

“O filósofo francês disse à RTP que é preciso ter uma visão de conjunto, praticar uma nova ética mais solidária e mais responsável e olhar o Mundo de uma forma menos quantitativa”.

VER

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“Uma sociedade de carneiros acaba por gerar um governo de lobos”

Vitor Hugo

lobos

.Os carneiros e os lobos

Os lobos planeavam surpreender um rebanho de carneiros.

Graças aos cachorros guardiões, não podiam fazê-lo como o pretendiam.

Então decidiram empregar a sua astúcia.
Enviaram uns “delegados” aos carneiros para pedir-lhes que entregassem os seus cães, dizendo-lhes:
“Os cachorros são os causadores de que haja inimizade entre vocês e nós. Só precisam entregá-los e a paz reinará entre nós”.
Os carneiros, ingénuos, sem suspeitar do que sucederia posteriormente, entregaram os cachorros, e os lobos, já livres dos cachorros, se apoderaram-se  sem problemas do rebanho.

MORAL DA HISTÓRIA: Nunca entregues aos inimigos, os que te dão apoio e protecção!

(recebido por e-mail)

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Usar o Pc sem cansar a vista

A proposta é da Philips que anunciou o lançamento de mais um elemento da linha LightFrame, desenhada para ajudar o utilizador a relaxar.
A empresa garante que na concepção desta linha recorreu aos resultados de um estudo da universidade de Groningen, que confirmou o enorme impacto da luz para a vista humana, mas também descobriu que algumas cores potenciam o relaxamento e o rejuvenescimento. É o caso do azul, que provoca este efeito quando atravessa o terceiro receptor do olho.
A Philips observou os resultados e fez a sua escolha. É isso que explica a opção por uma moldura azul nesta linha de monitores, que promete impor uma menor fadiga aos olhos.
O monitor conta ainda com tecnologias da marca que garantem o ajuste automático da qualidade de imagem e a optimização dos diversos elementos da imagem e oferece um contraste de imagem de 12000:1.
O monitor vai estar disponível a partir de Julho por 240 euros.
(enviado por e-mail)

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A RECORDAR

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HUMOR SAUDÁVEL

Como distinguir os tipos de gripe….

Deixando o humor à parte e fazendo o Diagnóstico entre Gripe Comum e Gripe A

[]

Recebido por e-mail

Videos Gripe A(H1N1) –

Sintomas

Cuidados a ter

ver Diário da Gripe

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PAUSA MUSICAL

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Veraneio humorístico

oo

Daqui …

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O Mundo ao contrário

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Um filme diferente

“O roteiro de “Mundo Alas” tem um crescimento dramático, há propostas de casamento, compõe-se uma música e concretiza-se o sonho das crianças, de tocar no Luna Park.

Não é qualquer pessoa que toca no Luna Park, é similar a que um menino dos Estados Unidos toque no Madison Square Garden de Nova York.

As pessoas, às vezes, não querem enfrentar os problemas.

Este filme não é de protesto. Mundo Alas é uma “road movie” de liberdade, de amor e de música.

As pessoas acreditam que é uma denúncia sobre o sofrimento das pessoas que têm alguma deficiência, sobre as dificuldades de sua vida na cidade.

Mas não é, é um filme extremamente feliz e acho que as pessoas choram pela impotência que dá ter se queixado de bobagens durante toda a vida.

O filme apresentar-se-á nas universidades, nos colégios secundários, nas escolas primárias, em programas especiais e no exterior. Alguns dizem que o filme é a coroação do projecto Mundo Alas. O que importa é a realização de um filme diferente , ao qual as pessoas têm que assistir, têm  que se  gerar espectáculos para que estas crianças possam trabalhar como artistas”.

Daqui

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Que  (Rica) Vida de Cão

recebido por e-mail

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“Nada nos faz acreditar mais do que o medo, a certeza de estarmos ameaçados. Quando nos sentimos vítimas, todas as nossas acções e crenças são legitimadas, por mais questionáveis que sejam.

Os nossos opositores, ou simplesmente os nossos vizinhos, deixam de estar ao nosso nível e transformam-se em inimigos.

Deixamos de ser agressores para nos convertermos em defensores.

A inveja, a cobiça ou o ressentimento que nos movem ficam santificados, porque pensamos que agimos em defesa própria. O mal, a ameaça, está sempre no outro. O primeiro passo para acreditar apaixonadamente é o medo.

O medo de perdermos a nossa identidade, a nossa vida, a nossa condição ou as nossas crenças.

O medo é a pólvora e o ódio o rastilho. O dogma, em última instância, é apenas um fósforo aceso”.

Carlos Ruiz Zafón

recebido por e-mail

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Que a Universidade cumpra a sua vocação de Universalidade.

“Época conturbada esta em que vivemos.

Para além de todos os problemas que cada cidadão e cada país internamente enfrentam, temos ainda que lidar com o confronto de culturas existente no nosso tempo.

Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Criou-se um enorme fosso, até agora quase intransponível, entre a sociedade ocidental americana e europeia e a sociedade oriental muçulmana. As inúmeras diferenças entre uma e outra abriram caminho, na percepção pública, ao medo, reacção primitiva, mas compreensível, de temor perante o desconhecido, tanto de um lado como do outro.

Posta a necessidade de agir, parte-se para intervenções militares, que nada fazem senão aumentar a desconfiança e a animosidade, em tentativas frustradas de se suprimirem uma à outra.

É aqui que as universidades de todo o mundo podem desempenhar um papel-chave, à parte das posições e medidas governamentais: o maior número possível de projectos globais interuniversitários, quer na área das Ciências, quer na das Línguas ou das Artes, levaria a uma séria e relevante relação entre culturas fortalecida no trabalho conjunto.

imagem 1

Investir-se-ia numa aproximação das culturas através dos futuros economistas, engenheiros, pintores, arquitectos, advogados, em suma, os líderes da próxima geração. Para, assim, conhecer em vez de temer, aceitar em vez de suprimir.

O primeiro passo para um verdadeiro entendimento global seria dado dentro do mundo universitário, que em qualquer cultura ou país deve representar seriedade, trabalho, responsabilidade e consciência cívica.

Que se criem, pois, iniciativas, projectos, concursos, do primeiro ao último ano.

Que as universidades técnicas arquitectem a ponte sobre o fosso, que as de línguas e as de artes construam o diálogo com o Diferente, que a Universidade cumpra a sua vocação de Universalidade”.

Francisco Peres (1º ano do Mestrado Integrado em Engenharia Civil, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa).

Daqui …

Vindo por aqui …

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“University autonomy and the institutional balancing of teaching and research”

“O estudo que serviu de ponto de partida ao Seminário do Observatório da Magna Charta de 2005 é um texto importante, ao dar uma perspectiva europeia a muitos problemas que, por vezes, podemos pensar serem locais. Nos próximos dias, citações deste (da autoria, para variar, de Ulrike Felt) e dos comentários feitos durante o seminário serão o ponto de partida das entradas.
Hoje, a questão centra-se no “time sharing” que todos temos que fazer, entre pesquisa e ensino. Bolonha vem colocar na ribalta a “qualidade” do ensino, num contexto em que apenas a qualidade da investigação é efectivamente avaliada, Mais do que isso, é progressivamente cada vez mais importante o financiamento da investigação como fonte de receitas para a própria instituição de Ensino Superior, num contexto de redução do financiamento directo do Estado.

Algumas questões ficam no ar, relacionadas com áreas científicas que não têm, actualmente, capacidade de acesso a fundos de investigação, ou mesmo com instituições que têm dificuldades naturais de acesso à investigação, como são as IES do subsistema politécnico”.

http://palaciodaventura.files.wordpress.com/2009/06/universidade.jpg

[…]
University staff is currently bound to live with these contradictions. Indeed, in an institutional setting where student numbers and teaching loads are high, research is de facto being marginalised in the day to day institutional reality, while at the same time the evaluations contributing to the promotion of university personnel tend to put much more weight on research results than teaching duties. As research is valued so highly, and higher than teaching obligations that stay an immutable core of staff contracts, the exit strategy often consists in lowering the level of quality, with regard both to the courses offered and to the level of academic work supervision. The consequences of reduced investment in teaching can be far reaching and urgently require counter-balancing strategies on the part of the management of universities. However, as the problem is not acknowledged openly, stable solutions are difficult to find.
[…]
(op. cit., p. 31)

UFelt & MGlanz (2005). Revisiting the Research–Teaching Nexus in a Post-Humboldtian Environment. In: Mananging University Autonomy. University autonomy and the institutional balancing of teaching and research – Proceedings of the Seminar of the Magna Charta Observatory (2005). BUP. Bologna, pp. 13-120.

In Que Universidade?

Investigação no ES é uma das melhores formas de ultrapassar a crise …

Investimento no Ensino Superior e investigação é melhor forma de ultrapassar crise https://i0.wp.com/www.curitiba-parana.net/fotos/universidade.jpg

” A Associação Europeia das Universidades (EUA) exortou em 9 de Abril passado, os governos europeus a investirem mais no ensino superior e na investigação por considerar ser esta a melhor forma de ultrapassar a crise económica e financeira.

Numa declaração publicada, a EUA endereçou uma série de mensagens aos políticos europeus com propostas das universidades para ajudar a combater a actual crise e identificou os “10 caminhos para o sucesso” do ensino superior na próxima década”.

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09.04.2009 – 18h17 Lusa