Que a Universidade cumpra a sua vocação de Universalidade.

“Época conturbada esta em que vivemos.

Para além de todos os problemas que cada cidadão e cada país internamente enfrentam, temos ainda que lidar com o confronto de culturas existente no nosso tempo.

Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Criou-se um enorme fosso, até agora quase intransponível, entre a sociedade ocidental americana e europeia e a sociedade oriental muçulmana. As inúmeras diferenças entre uma e outra abriram caminho, na percepção pública, ao medo, reacção primitiva, mas compreensível, de temor perante o desconhecido, tanto de um lado como do outro.

Posta a necessidade de agir, parte-se para intervenções militares, que nada fazem senão aumentar a desconfiança e a animosidade, em tentativas frustradas de se suprimirem uma à outra.

É aqui que as universidades de todo o mundo podem desempenhar um papel-chave, à parte das posições e medidas governamentais: o maior número possível de projectos globais interuniversitários, quer na área das Ciências, quer na das Línguas ou das Artes, levaria a uma séria e relevante relação entre culturas fortalecida no trabalho conjunto.

imagem 1

Investir-se-ia numa aproximação das culturas através dos futuros economistas, engenheiros, pintores, arquitectos, advogados, em suma, os líderes da próxima geração. Para, assim, conhecer em vez de temer, aceitar em vez de suprimir.

O primeiro passo para um verdadeiro entendimento global seria dado dentro do mundo universitário, que em qualquer cultura ou país deve representar seriedade, trabalho, responsabilidade e consciência cívica.

Que se criem, pois, iniciativas, projectos, concursos, do primeiro ao último ano.

Que as universidades técnicas arquitectem a ponte sobre o fosso, que as de línguas e as de artes construam o diálogo com o Diferente, que a Universidade cumpra a sua vocação de Universalidade”.

Francisco Peres (1º ano do Mestrado Integrado em Engenharia Civil, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa).

Daqui …

Vindo por aqui …

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“University autonomy and the institutional balancing of teaching and research”

“O estudo que serviu de ponto de partida ao Seminário do Observatório da Magna Charta de 2005 é um texto importante, ao dar uma perspectiva europeia a muitos problemas que, por vezes, podemos pensar serem locais. Nos próximos dias, citações deste (da autoria, para variar, de Ulrike Felt) e dos comentários feitos durante o seminário serão o ponto de partida das entradas.
Hoje, a questão centra-se no “time sharing” que todos temos que fazer, entre pesquisa e ensino. Bolonha vem colocar na ribalta a “qualidade” do ensino, num contexto em que apenas a qualidade da investigação é efectivamente avaliada, Mais do que isso, é progressivamente cada vez mais importante o financiamento da investigação como fonte de receitas para a própria instituição de Ensino Superior, num contexto de redução do financiamento directo do Estado.

Algumas questões ficam no ar, relacionadas com áreas científicas que não têm, actualmente, capacidade de acesso a fundos de investigação, ou mesmo com instituições que têm dificuldades naturais de acesso à investigação, como são as IES do subsistema politécnico”.

http://palaciodaventura.files.wordpress.com/2009/06/universidade.jpg

[…]
University staff is currently bound to live with these contradictions. Indeed, in an institutional setting where student numbers and teaching loads are high, research is de facto being marginalised in the day to day institutional reality, while at the same time the evaluations contributing to the promotion of university personnel tend to put much more weight on research results than teaching duties. As research is valued so highly, and higher than teaching obligations that stay an immutable core of staff contracts, the exit strategy often consists in lowering the level of quality, with regard both to the courses offered and to the level of academic work supervision. The consequences of reduced investment in teaching can be far reaching and urgently require counter-balancing strategies on the part of the management of universities. However, as the problem is not acknowledged openly, stable solutions are difficult to find.
[…]
(op. cit., p. 31)

UFelt & MGlanz (2005). Revisiting the Research–Teaching Nexus in a Post-Humboldtian Environment. In: Mananging University Autonomy. University autonomy and the institutional balancing of teaching and research – Proceedings of the Seminar of the Magna Charta Observatory (2005). BUP. Bologna, pp. 13-120.

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