Arquivo do mês: setembro 2009

Serão as praxes uma forma de integração do caloiro nas instituições académicas?

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Há quem defenda que sim…mas sabemos que algumas das  práticas realizadas nada têm de factor integrativo …

Ministro avisa reitores para não pactuarem com práticas “fascistas e boçais”

28.09.2009 – 20h36 Lusa

” O ministro da Ciência e Ensino Superior avisou hoje que não vai tolerar abusos nas praxes académicas, denunciando-os ao Ministério Público para responsabilizar quer os seus autores quer as direcções de instituições que permitam que aconteçam.

“Sempre que tenha notícia da prática de ilícitos nas praxes”, Mariano Gago ameaça dar “imediato conhecimento ao Ministério Público” e usar “os meios aptos a responsabilizar, civil e criminalmente, por acção ou omissão os órgãos próprios das instituições do ensino superior, as associações de estudantes e ainda quaisquer outras entidades que, podendo e devendo fazê-lo”, não tenham feito nada para as evitar.

Numa mensagem enviada aos responsáveis máximos das universidades públicas e privadas e politécnicos, o ministro frisa que “a tolerância de muitos tem-se tornado cúmplice de situações sempre inaceitáveis” com danos físicos e psicológicos. Mariano Gago repudia as “práticas de humilhação e de agressão física e psicológica” com carácter “fascista e boçal” infligidas aos caloiros no ensino superior, “identificadas ou desculpadas como ‘praxes’ académicas”.

Pela “extraordinária gravidade” de algumas destas práticas, impõe-se “uma atitude de responsabilidade colectiva” que “não permite qualquer tolerância” com “insuportáveis violações do Estado de Direito” no meio académico. “A degradação física e psicológica dos mais novos como rito de iniciação é uma afronta aos valores da própria educação e à razão de ser das instituições de ensino superior e deve ser eficazmente combatida por todos: estudantes, professores e, muito especialmente, pelos próprios responsáveis das instituições”, defende o governante”.

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Pausa Musical de fim de Verão …

Número de estudantes no exterior inferior à média europeia

“Número de portugueses a estudar noutros países é inferior à média Europeia. Universidades apostam tudo para mudar o cenário e em Lisboa a Reitoria até vai dar prémios aos professores.

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As universidades portuguesas estão preocupadas com o baixo números de alunos que vão para o estrangeiro e apostam nos incentivos a professores e estudante para mudar o cenário. É que a percentagem de estudantes portugueses noutros países é de cerca de 5%, inferior à média europeia (8%) e longe da meta definida pela Europa (20%) para o final da próxima década.

Segundo adiantaram ao DN vários estabelecimentos nacionais de Ensino Superior, o objectivo é atingir pelo menos 10%.

A Universidade de Lisboa está mesmo a preparar a atribuição de prémios aos docentes que consigam cativar mais estudantes para uma experiência académica lá fora, admitiu ao DN Amélia Loução, a responsável do departamento internacional deste estabelecimento de ensino superior.

Prémios que poderão não ser em dinheiro, mas em condições ou outro tipo de avaliações interna, explicou. Comparativamente com outras universidades nacionais, como a Nova ou a do Porto – as que enviam mais estudantes lá para fora – a de Lisboa tem menos alunos por ano no estrangeiro. Só 5% dos seus estudantes deixam anualmente Portugal para estudarem no estrangeiro, ao abrigo do programa Erasmus, de acordos de cooperação ou de parcerias entre universidades.

Amélia Loução diz que a Reitoria da Universidade de Lisboa irá aprovar, dentro de dias, um pacote de medidas de estímulo à mobilidade, com o objectivo de melhorar o número de alunos que se candidatem a programas internacionais.

E espera que dentro de quatro de quatro anos 10% dos estudantes portugueses da Universidade de Lisboa já tenham uma experiência académica internacional.

A Universidade do Minho também está preocupada em aumentar a taxa de mobilidade dos seus alunos, que estagnou nos últimos tempos. Por isso, o estabelecimento de ensino apostou em várias formas de incentivo. Uma passou pela criação de um padrinho de Eramus, para incentivar os alunos a atriar alunos. E criou a figura do coordenador do projecto Eramus, atribuída a um professor.

Segundo contou DN Adriana Lago de Carvalho, a responsável do departamento internacional da universidade, uma das prioridades futuras é envolver ainda mais os professores no projecto de internacionalização dos seus estudantes (ver entrevista).

Também a universidade de Faro e Porto querem aumentar os estudantes no estrangeiro, mas mesmo assim os números são melhores do que em Lisboa (ver caixa).

A fraca mobilidade dos estudantes da Universidade de Lisboa explica-se por esta não ter alguns cursos, como engenharias, psicologia, belas artes e economia, cujos alunos demonstram mais interesse por experiências académicas fora das fronteiras nacionais. Mas também por certo conservadorismo de alguns professores, eles, também, com pouca mobilidade e com uma média etária já “considerável”.

Por último, a capacidade financeira das famílias nacionais para ajudar aos custos, está ainda aquém daquela que é verificada em muitas outros países da Europa.

Além disso, as bolsas do programa Erasmus não chegam muitas vezes para fazer face às despesas.

Para contornar o problema, a Universidade de Lisboa está também a ponderar a criação de apoios, que passam por dar ajudas de custo, a este nível. Mas Amélia Loução não quer para já especificar quais, porque o pacote de medidas ainda está a ser avaliado e só em breve será aprovado pela reitoria”.

Daqui ….

Por aqui …


Vacinação e transmissão de doença

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Estudo defende que vacinas devem ser utilizadas para parar transmissão da doença

Vacinar crianças em idade escolar e os seus pais é a melhor forma de travar a gripe 

20.08.2009 – 21h58 Nicolau Ferreira

“Uma investigação norte-americana revela que a melhor forma de evitar um surto de gripe é parar a transmissão da doença através da vacinação.

Em vez de concentrar as vacinas no grupo de pessoas mais vulneráveis contra uma dada estirpe do vírus, Jan Medlock e Alison Galvani consideram que é mais eficaz apostar-se no benefício indirecto desta arma — a diminuição da transmissão da doença.

Segundo o artigo publicado na edição on-line da “Science”, para os Estados Unidos, se houver um lote de 63 milhões de vacinas disponíveis, as crianças e jovens em idade escolar dos cinco aos 19 anos e os adultos dos 30 aos 39 deveriam ser os primeiros a serem vacinados para se extinguir ou prevenir um surto.

“Parar a transmissão entre crianças, das crianças para os pais, e depois para o resto da população é mais eficaz a minimizar maus resultados do que vacinar os que estão em maior risco de morrer”, disse ao PÚBLICO por e-mail Jan Medlock, da Universidade de Yale, em Connecticut”.

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