Arquivo do mês: fevereiro 2010

1 iogurte Activia por dia, durante 15 dias …

“Não passa pela cabeça de ninguém que todas a músicas sejam boas, só pelo simples facto de serem músicas. Mas, por alguma razão, há uma convicção subliminar difusa de que todos “estudos científicos” são iguais. E todos bons. Há uma razão para isso, que é o sistema de revisão pelos pares. Ou seja, um conjunto de investigadores escreve um artigo em que descreve um trabalho e respectivas conclusões. Este artigo é lido por outros cientistas, que podem sugerir alterações ou esclarecimentos adicionais e que propõem ou não a sua publicação. O editor, com base nas opiniões dos vários revisores, decide ou não publicar o artigo. É um sistema que tem provado os seus méritos, um pouco como a democracia (é o pior sistema, à excepção de todos os outros). É inegável que o conhecimento tem avançado com este sistema, havendo evidentemente alguns problemas. Pode-se dizer que funciona tão bem como a qualidade dos seus intervenientes, tal como a democracia. Por isso, nem todos os artigos (ou “estudos“) são iguais.


Há estudos melhores que outros. Uns são publicados em revistas mais prestigiadas e rigorosas (nem sempre a relação entre as duas é linear) que outros. E o sistema de revisão não é à prova de falhas. Os resultados podem ser sempre de algum modo “penteados” pelos investigadores sem que os revisores (que não repetem as experiências) dêem por isso. Ou mesmo falseados. Portanto, se cientistas sérios escreverem artigos que são revistos por revisores empenhados e publicados por editores responsáveis, temos um estudo credível (e revistas que publicam frequentemente estudos assim são tendencialmente mais lidas e têm um maior impacto). Tendo em conta que todos os intervenientes são seres humanos, é evidente que isto nem sempre funciona bem. Ou seja, há trabalhos com erros metodológicos graves e conclusões abusivas ou erradas, que podem perfeitamente ser publicados. Claro que, se for um assunto relevante, em que trabalhem vários grupos independentes, há uma tendência natural para as coisas serem esclarecidas. E esta penso que é uma das grandes virtudes da ciência: o auto-escrutínio da comunidade científica”.

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Os Portugueses e os Iogurtes Magros

“É do conhecimento geral que os portugueses estão cada vez mais preocupados com a sua alimentação assim como em mudar alguns dos hábitos alimentares. Nos dias que correm, em que a maior parte dos portugueses activos não têm tempo para uma refeição mais demorada, torna-se útil avaliar o comportamento dos portugueses face ao seu consumo de iogurtes magros ou dietéticos.

De 2001 para 2002 registou-se uma diminuição do número de consumidores de Iogurtes Magros, mas podemos observar algumas alterações nas características dos indivíduos que os consomem: registou-se um aumento do peso do sexo masculino no total dos Consumidores deste tipo de Iogurtes, assim como um aumento de peso nos Quadros Médios/ Superiores, Técnicos Especializados, Empregados de Serviços e Trabalhadores Especializados. Relativamente às classes sociais, a Classe Alta e Média Alta representa em 2002 25% dos consumidores de Iogurtes Magros, o que significa um acréscimo de peso relativamente a 2001 (em que representava 21.6%).

Em 2002, os consumidores de Iogurtes Magros são maioritariamente do sexo feminino. Em termos de distribuição etária, estão mais presentes nas idades compreendidas entre os 35 e os 44 anos, sendo a sua penetração no alvo superior nesta faixa etária à média do universo. O mesmo acontece na região da Grande Lisboa e na Classe Alta e Média Alta, como se pode observar em mais detalhe pelos gráficos que se apresentam seguidamente.

Esta análise faz parte integrante da análise exclusiva da Marktest.com sobre o Sector dos Iogurtes que está disponível para venda aqui”.

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Os jovens e o conhecimento científico …

“O Museu de Ciência da Universidade de Coimbra acaba de lançar o concurso “Diários da Biodiversidade”, de Fevereiro a Dezembro, e desafia os “pequenos cientistas portugueses” a juntarem num diário toda a informação sobre os animais, plantas e fungos que os rodeiam.

É ver a natureza “debaixo da lupa”. Com este concurso, lançado no Ano Internacional da Biodiversidade, o Museu de Ciência da Universidade de Coimbra (UC) pretende “alertar os mais jovens para a importância da conservação da natureza” e promover um contacto directo com a biodiversidade, explica em comunicado.

Podem participar jovens até aos 18 anos, em equipas de dois a cinco elementos. O desafio é “observar a natureza durante um período alargado de tempo, que pode ir de um mês a quase um ano, e elaborar um diário com as características mais importantes dos seres vivos que descobriram”, através de textos, ilustrações, fotos e outros meios.

A supervisão de um adulto é obrigatória, sendo ele professor, encarregado de educação ou membro da família”.

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In Universidade de Coimbra desafia jovens a criarem “Diários da Biodiversidade”
11.02.2010
Helena Geraldes

Ensinar, função primordial do professor

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“A leitura do texto de Carlos Fiolhais Investigação: a construção do saber, que incide na função primordial do professor universitário, fez-me procurar, e felizmente encontrar, um artigo de Manuel F. Canaveira publicado em 1998, na revista Ler. Ainda que tenham passados doze anos, o retrato que faz do lugar e do sentido do ensino na universidade mantém sua actualidade.
Ou, ter-se-á agravado?

“Os políticos não precisam de conhecer as razões por que a universidade portuguesa está caduca e necessita de urgente reforma, conforme eles próprios têm afirmado nos últimos cento e cinquenta anos. No fundo, foram eles que, com a sua proverbial demagogia, criaram o imbróglio quando convenceram a pequena burguesia oitocentista e a chamada classe média do pós-guerra de que era preciso «tirar um curso» e ser doutor para subir na vida.
Já meu pai, em meados do século dos anos sessenta, nos colocava, a mim e ao meu irmão — dois adolescentes ainda imberbes —, perante a seguinte «alternativa»: “Ou tiras o «canudo», ou serás marçano na mercearia cá do bairro”. Graças a Deus licenciei-me, até porque a dita venda faliu quando Lisboa ficou cercada de hipermercados. Hoje está tudo muito mais sofisticado: os pais, padrinhos, ou quem quer que seja, quando o jovem atinge o décimo ano (…) avisam-no logo: vê lá se consegues a média necessária para entrares no Ensino Superior; tira o curso (seja ele qual for; de preferência o mais curto e que aches mais fácil) e deixa o resto por minha conta, que eu arranjo-te emprego na minha empresa, na banca, nos seguros ou noutro sítio qualquer; onde possa mostrar, urbi et orbi, que és um doutor a sério.
Os «meninos» levam os adultos a sério e, quando transpõem o umbral da faculdade, pública, privada ou católica (tenho a impressão que eles nem se importavam que fosse protestante, budista ou xintoísta, desde que fosse universidade), dizem para com os seus botões: “Estou quase safo, e se vencer este primeiro e último obstáculo, o «fulano» de tal mete uma cunha onde quer que seja para eu ter um ordenado de largas centenas, carro topo de gama, telemóvel e tudo o mais que um jovem de sucesso deve possuir neste final de milénio. Se o «fulano» não conseguir, o «sicrano» ou o «beltrano» resolvem o problema.”

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Reflectindo acerca da educação das crianças …

O que os Pais NÃO DEVERIAM FAZER:

“Pensar que as crianças não precisam de normas.

Tentar ser amigo em vez de exercer a parentalidade.

Proteger de mais os filhos, retirando-lhes as dificuldades do caminho.

Favorecer o consumismo. Gera uma insatisfação permanente.

Pregar sermões. Há que actuar antes com coerência e firmeza.

Não reagir aos primeiros sinais de alarme”.

“E eu acrescento outras coisas que não se devem fazer:

Dizer mal dos professores à frente dos filhos.

Pedir desculpa aos filhos por tudo e por nada, dando sinais de fraqueza.

Fazer aquilo que não se quer que os filhos façam.

Mostrar, por palavras e actos, desprezo pelo trabalho e pelo esforço.

Dar a entender, por palavras e actos, que a vida é um festim”.

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