Arquivo do mês: junho 2010

Um Estudo Interessante …

A FAMÍLIA TRADICIONAL É MELHOR PARA EDUCAR OS FILHOS

Artigo do Prof. Ramiro Marques

“É um estudo realizado pela Universidade de Valência que – tenho a certeza – não só não será divulgado em Portugal como as elites que controlam os espaços decisórios e mediáticos na área da educação vão procurar silenciar.

O estudo conclui aquilo que toda a gente sabe mas convém ignorar para não ser acusado de reaccionário e conservador: as famílias nucleares tradicionais educam melhor as crianças do que as famílias monoparentais e reconstruídas.

Pionero en su anásisis, el estudio «Infancia y familias. Valores y estilo de educación» , elaborado por el Instituto de Creataividad e Innovaciones Educativas, revela cierta dejación del deber educativo en algunos casos, sensación de impotencia o rendición de los educadores en otros y pone de manifiesto el impacto del consumo que altera las normas internas de la familia. El informe concluye que al menos alrededor del 10% de las familias desarrollan unas conductas claramente inadecuadas para la educación de sus hijos.

El resultado de estas actitudes es una revolución de la infancia, un tramo de edad cada vez más limitado en el tiempo en el que la familia y la escuela han dejado de ser los únicos actores influyentes. «La calle ha expulsado a los niños, así que éstos se refugian en internet, la televisión y los móviles, lo que les lleva a apropiarse de modelos de comportamiento adulto: cada vez se es niño menos tiempo. Así, problemas asociados a la tardía adolescencia como el consumo de alcohol y tabaco o las conductas reivindicativas con sus mayores se presentan cada vez a más temprana edad», denuncia la catedrática de Teoría de la Educación de la Universidad de Valencia Petra María Pérez Alonso-Geta, directora del estudio. Si tradicionalmente el pequeño abandonaba el juego al llegar a la pubertad, «actualmente lo hacen antes de los diez años».

En los hogares monoparentales, el progenitor es más vulnerable a la hora de enfrentarse a los conflictos y se siente porcentualmente «más incapaz de educar a sus hijos como le gustaría», algo que también se refleja en las familias reconstituidas,

cuyos vástagos son los que reciben más recompensas materiales «pero los más conflictivos, realmente, las familias de segundo intento no son el contexto de socialización más adecuado para los menores», destaca la profesora Pérez, quien concluye que algo similar pasa con todos los modelos familiares distintos del convencional. «Es lo que sale en las estadísticas, lo que nos han contado los padres y no es más que un reflejo de la realidad. En las familias nucleares (convencionales), se percibe muchísimo menos la sensación de incompetencia y fracaso frente a la educación de los hijos». Según los resultados estadísticos del estudio, en las familias convencionales se reducen los casos de agresividad con otros niños en la escuela así como los problemas de alimentación y los errores en la nutrición“.

“Para saber mais:
Infancia y Familias: Valores y Estilos de Educación, 6 a 14 anos”

Trata-se de um artigo publicado pelo Prof. Ramiro Marques no ProfBlog, um dos meus blogs favoritos, que concedeu a  sua publicação no DOCTORICES.

Obrigada, mais uma vez.

Entre o nós e o eu ……

Artigo do Prof.º Doutor Raúl Iturra, intitulado “nas dissertações, nós ou eu?”

“…para Ricardo Neve Vieira, o meu melhor discípulo….


Umberto Eco, no seu livro Como se Faz Uma Tese em Ciências Humanas? recomenda o uso do nós. Existem outros que exigem esta posição aos seus orientados e ainda outros que não se manifestam, sendo-lhes indiferente.

Mas, contudo, quando a natureza dos estudos tiver uma componente etnográfica e porque o trabalho etnográfico vive do eu do investigador? (Silva, 2003, p. 71), e também porque todo o texto etnográfico deve sempre utilizar a primeira pessoa do singular? (Ball, cit. ibidem), parece-me que será mais indicado seguir este caminho.

Como as características da abordagem qualitativa se confundem com as características do método etnográfico, sendo esta comparação acentuada na obra de Bogdan e Biklen (1994), de Caria (2002) e de Silva (2003), não fosse a referência à descrição profunda? (Bogdan e Biklen, 1994, p. 59) ou ao vocabulário diferente? (ibidem), onde acrescentam que actualmente os investigadores utilizam o termo etnografia quando se referem a qualquer tipo de estudo qualitativo, uma vez que ambos acentuam a vertente descritiva relativamente a conversas e pormenores com pessoas e locais, o uso do eu numa investigação predominantemente qualitativa (intensiva) tem todo o sentido.

Outras das razões é a coerência descritiva, e evitar alguns contra-sensos sem qualquer lógica, como por exemplo afirmar que somos presidentes do conselho executivo na Escola.

Parece-me também, que não se deve responsabilizar ou mesmo abusar do orientador, afirmando que nós vislumbrámos, quando de facto fui eu que vislumbrei. No entanto, a demarcação de qualquer pretensiosismo que esta posição possa sugerir é essencial, pois, na verdade, não pode existir senão humildade em trabalhos com este cariz.

Até porque, dados as inúmeras, evidentes e naturais indicações com constantes alertas no sentido de reencontrar o caminho e escolha dos instrumentos mais adequados por parte do orientador, os nós, nesta perspectiva, seria mais apropriado.

Ou seja, dever-se-á considerar o eu como sendo um nós, como afirmou, Ricardo Vieira nas suas provas de agregação (15-Mar-2006 no ISCTE), em frente a António Nóvoa, Luísa Cortesão, Raul Iturra, entre outros.

No que se refere à abordagem extensiva (quantitativa), o infinitivo, parece ser o mais adequado, pois trata-se de constatações que todos podem facilmente verificar.

Não sou eu nem somos nós, digamos que é quem se der ao trabalho de analisar essas asserções.

Se existir uma triangulação, entendida como uma combinação de metodologias no estudo dos mesmos fenómenos (Bourdieu, 1989, p. 25), entre a abordagem intensiva e a abordagem extensiva, acentuado pelo mesmo autor (ibidem) como uma forma de tornar um plano de investigação mais sólido, não deverá chocar ninguém ver os géneros correspondentes em cada uma das partes.

Referências bibliográficas:

•BOGDAN, Robert; BIRKEN, Sari: Investigação Qualitativa em Educação. Porto: Porto Editora, 1994

•BOURDIEU, Pierre: O Poder Simbólico. Lisboa: Difel, 1989

•CARIA, Telmo (org.): Experiência Etnográfica em Ciências Sociais. Porto: Afrontamento, 2002

•SILVA, Pedro: Etnografia e Educação. Reflexões a Propósito de uma Pesquisa Sociológica. Porto: Profedições, 2003

Daqui …

Trata-se de um artigo cedido pelo próprio para publicação no DOCTORICES, tendo sido publicado no Aventar em 26 de Junho.

Mais uma vez, Obrigada.

Viciados na net? …. vou mas é bazar …… por uns tempos

https://i1.wp.com/www.baixaki.com.br/imagens/materias/2402/5652.jpg

“Quando, há uns anos, uma das mensagens de correio electrónico mais importantes da sua vida lhe chegou à caixa de correio, Kord Campbell não deu por ela.

Não só durante um ou dois dias, mas durante quase duas semanas. Acabou por dar com ela ao percorrer mensagens antigas. Teor: uma grande empresa queria comprar-lhe a empresa, em fase de arranque, que lançara na internet.

A mensagem tinha-lhe passado ao lado no meio da inundação electrónica: dois ecrãs apinhados de mensagens de correio, chats online, um explorador para a web e o código informático que estava a escrever.

Embora dessa vez tenha conseguido salvar o negócio de 1,3 milhões de dólares depois de pedir desculpa ao comprador interessado, Campbell continua a debater-se com os efeitos do dilúvio de dados. Mesmo depois de desligar o computador, não passa sem o estímulo que os seus restantes aparelhómetros electrónicos lhe proporcionam. Esquece-se de coisas como combinações para jantar e tem dificuldade em dar atenção à família.

É assim que funciona um cérebro sintonizado com os computadores”.

Daqui …